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https://hdl.handle.net/10216/150352| Author(s): | Margarida Costa Pereira |
| Title: | Do chronic migraine sufferers have more knowledge about nutritional triggers for migraine or different diet habits? A case-control study |
| Issue Date: | 2023-05-26 |
| Abstract: | Background: Migraine is ranked as the second most disabling clinical condition. Some authors suggest that diet may play an important role in the disease-related mechanism. This work aimed to understand whether patients with chronic migraine have more knowledge about the potential correlation between nutritional triggers and migraine and to describe the food habits of chronic migraine patients. Methods: Case-control study, including 26 female patients with chronic migraine under botulinum toxin treatment, followed in a headache outpatient clinic of a tertiary hospital, and 26 sex and age-matched-controls. An online questionnaire (Likert scale) including the potential migraine food triggers described in the literature was applied. The validated Food Frequency Questionnaire (FFQ) in its portuguese version, evaluating diet in the last 6 months, was presented to both groups. Data was analysed using SPSS-v26 (significance value <0.05). Results: The mean age of the sample was 43.65±12.92 years. In general, having migraine was associated with a greater knowledge about foods that aggravate or precipitate headache (80.8% vs. 53.8%, p=0.039), specifically a greater knowledge about alcohol (p=0.008), chocolate (p=0.006), instant food (p=0.011), butter/margarine (p=0.046) and canned fruit (p=0.046). Patients with chronic migraine reported a significantly higher consumption frequency of white or savoy cabbage (p=0.027) and carrots (p=0.029); on the other hand, this group reported a lower consumption frequency of animal viscera (p=0.043), chocolate snacks (p=0.012), as well as white wine (p=0.002) and beer (p=0.008). Conclusions: Preliminary results showed that patients with chronic migraine have a broader knowledge of the nutritional triggers of migraine. They seem to present a more frequent consumption of vegetables, and less frequent consumption of viscera and recognized migraine triggers, such as chocolate snacks, beer and white wine. New studies with larger samples and including episodic migraine would be helpful to identify subgroups less aware of the relation between their diets and migraine. |
| Description: | Introdução: A enxaqueca é considerada a segunda causa clínica de maior incapacidade. Alguns autores sugerem que a dieta poderá ter um papel importante na patofisiologia da doença. Este estudo tem como objetivo entender se os doentes com enxaqueca crónica têm maior conhecimento sobre a relação entre despoletantes nutricionais e enxaqueca e descrever hábitos alimentares de doentes com enxaqueca crónica. Métodos: Estudo caso-controlo, incluindo 26 mulheres com enxaqueca crónica sob tratamento com toxina botulínica, seguidas numa consulta de cefaleias de um hospital terciário, e 26 mulheres controlo emparelhadas por idade. Foi aplicado um questionário online (escala de Likert), incluindo potenciais alimentos despoletantes de enxaqueca descritos na literatura. O questionário validado de frequência alimentar (QFA) versão portuguesa, para avaliar a dieta dos últimos 6 meses, foi aplicado a ambos os grupos. Os dados foram analisados com recurso ao software SPSS-v26 (valor significativo <0.05). Resultados: A idade média da amostra foi 43.65±12.92 anos. Em geral, ter enxaqueca foi associado com maior conhecimento sobre alimentos que agravam ou precipitam a enxaqueca (80.8% vs. 53.8%, p=0.039), nomeadamente maior conhecimento sobre álcool (p=0.008), chocolate (p=0.006), comida instantânea (p=0.011), manteiga/margarina (p=0.046) e fruta de conserva (p=0.046). Doentes com enxaqueca reportaram maior frequência alimentar significativa de couve branca ou lombarda (p=0.027) e cenouras (p=0.029); por outro lado, este grupo apresentou menor frequência alimentar de vísceras de animais(p=0.0043), snacks de chocolate (p=0.0012), vinho branco (p=0.002) e cerveja (p=0.008). Conclusão: Resultados preliminares mostram que doentes com enxaqueca crónica têm um maior conhecimento de despoletantes nutricionais de enxaqueca. Estes parecem apresentar uma maior frequência alimentar de certos vegetais e uma menor frequência alimentar de consumo de visceras e despoletantes de enxaqueca reconhecidos, tais como snacks de chocolate, cerveja e vinho branco. Novos estudos com amostras maiores, e incluindo enxaqueca episódica, serão úteis para identificar subgrupos que estejam menos alerta da relação entre dieta e enxaqueca. |
| Subject: | Medicina clínica Clinical medicine |
| Scientific areas: | Ciências médicas e da saúde::Medicina clínica Medical and Health sciences::Clinical medicine |
| DOI: | 10.34626/czp9-my48 |
| TID identifier: | 203522281 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/150352 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| License: | https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ |
| Appears in Collections: | FMUP - Dissertação |
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