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https://hdl.handle.net/10216/150274| Author(s): | Mariana Fernandes Bandeira |
| Title: | Trends on the Use of Episiotomy in Non-Instrumental Vaginal Deliveries, in Portugal |
| Issue Date: | 2023-05-24 |
| Abstract: | Background Episiotomy and Obstetric Anal Sphincter Injuries (OASIS) are indicators of safety and quality of intrapartum care. The goal of this study is to assess trends on episiotomy in non-instrumental vaginal deliveries that occurred in the Portuguese public health system maternities, in the last decade. Related third- and fourth-degree perineal laceration (OASIS) rates were also analyzed. Methods A retrospective secondary data analysis was conducted by requesting information to the Central Administration of the Health System (ACSS). Non-instrumental vaginal deliveries that occurred in the public system from 2013 to 2022 were included. Data of annual episiotomy procedures and third- and fourth-degree perineal lacerations were obtained. Other databases were consulted to evaluate data reliability. Variables were described through absolute and relative frequencies. Linear regression analyses were used to assess trends of episiotomy and of perineal lacerations over time. Data reliability was evaluated using the Intraclass Correlation Coefficient (ICC). A significance level of 5% was considered. Findings There were 676 091 deliveries, 511 077 (75·6%) vaginal, and 388 493 (57·5%) vaginal non-instrumental. The episiotomy rate in the latter was 39%. Episiotomy in non-instrumental vaginal deliveries significantly decreased (54·1% in 2013 to 17·2% in 2022, p < 0·001), but with a significant increase (0·13% to 0·32%, p < 0·001), and no impact (0·02, p=0·001) of third- and fourth-degree perineal laceration rates, respectively. Data reliability is acceptable to good, and compared databases report the same trends of the outcomes. Interpretation Birth attendants in Portuguese public maternities adopted a restrictive episiotomy practice on vaginal non-instrumental deliveries throughout the last decade, resulting in a significant decrease of episiotomy, a significant increase of third-degree perineal lacerations, though fourth-degree maintenance. Results demand to determine the cost-benefit of lower rates of episiotomy, the main indications, and the best surgical technique. Establishment of consensual data coding and facilitated access to information are crucial to evaluate intrapartum practices. Funding The authors declare that no funds, grants, or other support were received during the preparation of this manuscript. |
| Description: | Introdução As taxas de episiotomia e de lesões do esfíncter anal obstétricas (OASIS) são indicadores de segurança e qualidade da assistência intraparto. O objetivo deste estudo é avaliar as tendências da episiotomia nos partos vaginais não instrumentados ocorridos em Portugal na última década. As taxas de laceração perineal dos 3º e 4º graus (OASIS) também foram analisadas. Métodos Precedeu-se à análise retrospetiva de dados secundários solicitando informação à Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). Incluíram-se partos vaginais não instrumentados ocorridos nas maternidades públicas, de 2013 a 2022, reunindo dados da episiotomia e lacerações perineais dos 3º e 4º graus. Outras bases de dados foram consultadas para avaliar a qualidade da informação. Frequências absoluta e relativa descreveram as variáveis. Recorreu-se a regressão linear para avaliar tendências dos defechos. O Coeficiente de Correlação Intraclasse (ICC) foi aplicado para avaliar a fiabilidade dos dados. O nível de significância de 5% foi considerado. Resultados Ocorreram 676.091 partos, 511,077 (75.6%) vaginais e 388,493 (57.5%) vaginais não instrumentados. A episiotomia foi efetuada em 39% dos últimos. Nos partos vaginais não instrumentados, verificou-se redução significativa da episiotomia (54.1% em 2013 para 17.2% em 2022, p < 0.001), aumento significativo das lacerações perineais do 3º grau (0.13% para 0.32%, p < 0.001), sem alteração das de 4º grau. A fiabilidade dos dados é aceitável a boa, e as diferentes bases de dados demonstram tendências iguais dos desfechos. Conclusões Os profissionais que prestam assistência ao parto nas maternidades públicas portuguesas adotaram uma prática restritiva da episiotomia no parto vaginal não instrumentado na última década, resultando na diminuição significativa da episiotomia, aumento significativo da taxa de lacerações perineais de 3º grau, sem alteração das de 4º grau. Salienta-se a necessidade em determinar o custo-benefício da redução da taxa de episiotomia, quais as indicações e melhor técnica cirúrgica. A adoção de codificação de dados uniformizada e o acesso facilitado à informação, são cruciais para avaliar práticas intraparto. |
| Subject: | Ciências médicas e da saúde Medical and Health sciences |
| Scientific areas: | Ciências médicas e da saúde Medical and Health sciences |
| DOI: | 10.34626/x9rr-sm05 |
| TID identifier: | 203522605 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/150274 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| License: | https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ |
| Appears in Collections: | FMUP - Dissertação |
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