Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/150257
Author(s): Jorge Marques Tedim Moutinho
Title: Early post-operative quality of life in glioma patients - a prospective cohort study
Issue Date: 2023-05-15
Abstract: INTRODUCTION: Since gliomas have no cure, the quality of life (QoL) reported by patients assumes utmost importance in the therapeutic strategy. However, few studies have provided longitudinal data about how surgical resection impacts QoL as reported by patients, and even fewer have included preoperative assessments. The aim of this pilot study was to assess how glioma patients' QoL changes in the early postoperative period of glioma resection, at 1 month and 6 months, compared to preoperative. METHODS: Patients undergoing surgical resection of low-grade glioma (LGG) or high-grade glioma (HGG) were prospectively included from January 2022 to December 2022. To analyze patient-reported QoL we used EORTC QLQ-C30 and BN20 questionnaires applied preoperatively and at 1 and 6 months after surgery. RESULTS: We evaluated 34 patients (LGG-9; HGG-25). There were no differences in QoL at all evaluation time points between LGG and HGG groups. Within the LGG patients, QoL scores remained stable throughout 1- and 6-months evaluations. In patients with HGG, when compared to baseline, there were no meaningful variations in QoL at 1 month, but a clinically and statistically significant improvement (p=0.035) was found at 6 months. Total resection was associated with improved QoL in HGG patients at 6 months(p=0.025). At individual level, considering a minimum clinically significant value of 10, most HGG patients improved their QoL, while most LGG patients remained stable. Regarding subdomain analysis, a clinically and statistically significant improvement in future uncertainty was found in both LGG (p=0.042) and HGG (p=0.024) patients at 6 months. CONCLUSIONS: Contrarily to previous studies that revealed a deterioration in HGG patients at 6 months, our preliminary data suggest an improvement in the QoL of these patients at 6 months. Additionally, total resection seems to be beneficial, as it was not associated with QoL deterioration, and can even improve QoL.
Description: INTRODUÇÃO: Dado que os gliomas não têm cura, a qualidade de vida reportada pelos doentes assume extrema importância na estratégia terapêutica. Contudo, poucos estudos fornecem dados longitudinais sobre em que medida a resseção cirúrgica influencia a qualidade de vida reportada pelos doentes, e ainda menos incluem avaliações pré-operatórias. O objetivo deste estudo piloto foi avaliar como varia a qualidade de vida dos pacientes com glioma no período pós-operatório precoce, aos 1 e 6 meses, comparativamente com o pré-operatório. MÉTODOS: Pacientes submetidos a ressecção cirúrgica de gliomas de baixo ou alto grau foram prospectivamente incluídos desde janeiro 2022 até dezembro de 2022. De modo a analisar a qualidade de vida reportada pelos pacientes, foram aplicados os questionários EORTC QLQ-C30 e BN20 no pré-operatório e aos 1 e 6 meses após a cirurgia. RESULTADOS: Avaliámos 34 doentes (9 gliomas de baixo grau; 25 gliomas de alto grau). Não existem diferenças na qualidade de vida entre os pacientes com gliomas de baixo grau e os pacientes com gliomas de alto grau em nenhum dos tempos de avaliação. Dentro dos pacientes com gliomas de baixo grau, a qualidade de vida permaneceu estável ao longo das avaliações dos 1 e 6 meses. Nos pacientes com glioma de alto grau, não existem variações significativas na qualidade de vida no primeiro mês, relativamente ao pré-operatório. No entanto, uma melhoria clínica e estatisticamente significativa (p=0,035) foi encontrada aos 6 meses. Resseções totais foram associadas a melhoria na qualidade de vida dos pacientes com gliomas de alto grau aos 6 meses (p=0.025). A nível individual, considerando o valor mínimo clinicamente significativo de 10, a maioria dos pacientes com gliomas de alto grau melhorou a sua qualidade de vida, enquanto a qualidade de vida dos pacientes com gliomas de baixo grau permaneceu estável. Relativamente à análise de subdomínios, uma melhoria clínica e estatisticamente significativa na incerteza futura foi encontrada tanto nos pacientes com glioma de baixo grau (p=0,042) como nos com glioma de alto grau (p=0,024) aos 6 meses. CONCLUSÕES: Contrariamente a estudos prévios que revelaram uma deterioração em pacientes com gliomas de alto grau aos 6 meses, os resultados preliminares deste estudo sugerem uma melhoria na qualidade de vida destes pacientes neste período. Além disso, resseções totais parecem ser benéficas, dado não estarem associadas a agravamento da qualidade de vida, podendo ainda melhorá-la.
Subject: Ciências médicas e da saúde
Medical and Health sciences
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde
Medical and Health sciences
DOI: 10.34626/x6xc-fq23
TID identifier: 203521846
URI: https://hdl.handle.net/10216/150257
Document Type: Dissertação
Rights: restrictedAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
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