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dc.creatorAna Rita Azevedo Cordeiro Gomes
dc.date.accessioned2025-11-13T15:39:28Z-
dc.date.available2025-11-13T15:39:28Z-
dc.date.issued2023-05-17
dc.date.submitted2023-03-23
dc.identifier.othersigarra:630599
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/150238-
dc.descriptionIntrodução: A doença óssea associada à Fibrose Quística (FQ) cursa com redução da massa óssea e consequente aumento do risco de fraturas de baixo impacto, com importantes condicionantes na qualidade de vida e longevidade destes doentes. Entre as múltiplas causas de perda de massa óssea nos doentes com FQ, as recorrentes exacerbações infeciosas correlacionam-se com o aumento da degradação óssea. Em estudos prévios, identificamos que a infeção crónica induzia a produção de fatores solúveis com ação catabólica no osso, como a proteína Amilóide A. Baseado nestas observações, formulamos a hipótese que estado inflamatório sustentado provocado pela infeção crónica nos doentes com FQ contribui para a redução da massa óssea. Neste trabalho, averiguamos o potencial da proteína Amilóide A e de outros mediadores imunológicos servirem como biomarcadores para monitorizar a massa óssea em doentes com FQ. Métodos: Neste estudo transversal, os níveis séricos de vários marcadores de homeostasia óssea, citocinas e quimiocinas foram medidos e correlacionados com a densidade mineral óssea (DMO) na coluna lombar ou no fémur de vinte e seis adultos com FQ que são seguidos no Centro de Referência para a FQ do Centro Hospitalar Universitário de São João. Resultados: De acordo com a última densitometria óssea realizada, verificamos treze doentes (50% dos participantes) possuíam um Z score na coluna lombar ou no fémur menor que -1, apresentando, portanto, osteopenia secundária à FQ. Os níveis plasmáticos de SAA não diferiram entre os doentes com osteopenia secundária à FQ e os doentes com FQ com normal massa óssea. Porém, os níveis de SAA correlacionaram-se negativamente com a função pulmonar (indicada pela percentagem esperada de volume expiratório forçado no primeiro segundo, %FEV1). Adicionalmente, a %FEV1 correlacionou-se positivamente com a DMO. Nos doentes com FQ, a DMO correlacionou-se positivamente com os níveis de IL1b e negativamente com os níveis de osteoprotegerina e mediadores imunológicos como MCP-3, M-CSF e TNFa. Conclusões: Este estudo demonstrou que um estado inflamatório persistente dos indivíduos com FQ correlacionou-se com alterações na massa óssea. Adicionalmente, identificamos potenciais moléculas para monitorizar a perda de massa óssea nestes doentes. Tal alicerça a realização de futuros estudos para estabelecer o impacto destas moléculas no metabolismo ósseo nos indivíduos com FQ.
dc.description.abstractBackground: Cystic Fibrosis (CF) Bone Disease (CFBD), accompanied by bone mass reduction, is a common but not well-understood complication in adult patients, with devastating consequences to their quality of life and longevity. Amongst the possible etiologies for CFBD, recurrent infective exacerbations correlate with increased bone degradation. We previously found in the murine model that soluble bone catabolic mediators, such as Serum Amyloid A (SAA), increase in response to infection. Therefore, we hypothesize that sustained inflammatory status induced by chronic infections substantially contributes to decreased bone mass. Here, we aimed to understand whether SAA or other immune mediators may be used as novel biomarkers to monitor bone mass in CF patients. Methods: This was a transversal observational study at a single CF care center consisting of twenty-six adult CF patients. Circulating levels of several bone turnover biomarkers, cytokines and chemokines were measured in the plasma and correlated with bone mineral density (BMD). Results: We found that SAA were increased in CF patients with normal and low BMD and did not correlate with BMD in lumbar spine and femur. Circulating SAA levels in CF patients positively correlated with pulmonary function (as measured by the percentage of predicted forced expiratory volume, %FEV1). On the other hand, BMD positively correlated with %FEV1 and IL1 and negatively with osteoprotegerin and immune mediators such as MCP-3, M-CSF, TNF. Conclusions: This pilot study showed that the persistent inflammatory status of CF patients correlates with decreased bone mass. Furthermore, we identified potential candidates to monitor bone loss in these patients, laying the ground for future investigations on the mechanisms that modulate the impact of these immune mediators on bone metabolism.
dc.language.isoeng
dc.rightsopenAccess
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectMedicina básica
dc.subjectBasic medicine
dc.titleIdentification of mechanisms and biomarkers of bone loss in patients with Cystic Fibrosis
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Medicina
dc.identifier.doi10.34626/gyjk-5269
dc.identifier.tid203520386
dc.subject.fosCiências médicas e da saúde::Medicina básica
dc.subject.fosMedical and Health sciences::Basic medicine
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Medicina
thesis.degree.grantorFaculdade de Medicina
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
rcaap.embargofctPublicação em revista
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