Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/150201
Author(s): Andreia Marinha Pereira de Melo
Title: Aggressive sales tactics and scams in dementia: an exploratory study
Issue Date: 2023-06-02
Abstract: Introduction: The financial exploitation of vulnerable persons is a growing concern in modern societies. People with cognitive impairment may be particularly susceptible to fraud and misdirection. Our goal was to evaluate whether people with cognitive impairment (mild cognitive impairment and mild/moderate stage dementia) are more susceptible to fraud and deception than healthy controls. Methods: A case-control study, including patients with mild cognitive impairment or mild/moderate dementia and age-sex matched controls, seen in an outpatient dementia clinic between 2021-2023, in a tertiary hospital. Demographics and clinical data were obtained via clinical records. Financial exploitation, fraud, and excessive purchases characterization were obtained through a telephone questionnaire applied to caregivers or family members of people with cognitive impairment and to controls. To evaluate susceptibility to scams, a 5-item questionnaire, 7-point Likert scale, was also applied. Data were analysed using SPSS version 27.0, using a p-value of 0.05. Approval by the local ethics committee was obtained. Results: Twenty-two pairs of matched individuals were compared (54.5% female, with a mean age of 69.5±8.3 years old). People with cognitive impairment showed a mean of susceptibility to scams (scale from 1-7) of 3.97±0.97 and controls showed 3.61±0.78 (p=0.178). The average prevalence of fraud was 13.6% (18.2% in cases and 9.1% in controls, p=0.380). Excessive shopping was found in 22.7% of cases and 4.5% in controls (p=0.185). People with cognitive impairment reported greater difficulty in successfully ending a telephone call (p=0.013) and decreased awareness of heightened vulnerability (p= 0.015). Conclusion: People with cognitive impairment may be susceptible to fraud. The extent of which needs to be confirmed in future studies with more robust statistics. Importantly, they display reduced call-handling skills and decreased awareness of vulnerability, which may place them at risk for scammers who operate over the telephone. Social and legal action is necessary to protect this vulnerable segment of the senior population.
Description: Introdução: A exploração financeira de pessoas vulneráveis é uma preocupação crescente das sociedades modernas. Pessoas com deterioração cognitiva podem ser particularmente suscetíveis a fraude. O nosso objetivo era avaliar se pessoas com deterioração cognitiva (défice cognitivo ligeiro ou demência estadio ligeiro-moderado) são mais suscetíveis a fraude do que controlos saudáveis. Métodos: Um estudo caso-controlo, incluindo pessoas com défice cognitivo ligeiro ou demência ligeira a moderada e controlos emparelhados para a idade e género, seguidos na consulta de neurologia entre 2021-2023, num hospital terciário. Informações clínicas e demográficas foram obtidas através dos registos clínicos. A caracterização da exploração financeira, fraude e compras excessivas foi obtida através de questionário telefónico aplicado aos cuidadores ou familiares dos doentes com demência ou défice cognitivo ligeiro e aos controlos. Para avaliar a suscetibilidade a fraude, um questionário com 5 itens, com escala 7-point Likert, foi também aplicado. Os dados foram analisados no SPSS, versão 27.0, usando valor de p<0.05. Foi concedida aprovação do estudo pela comissão de ética local. Resultados: 22 pares de indivíduos emparelhados foram comparados (54.5% feminino, idade média de 69.5±8.3 anos). Pacientes com défice cognitivo ligeiro ou demência apresentaram valor médio de suscetibilidade a fraude (escala de 1 a 7) de 3.97±0.97 e os controlos de 3.61±0.78 (p=0.178). A prevalência média de fraude foi 13.6% (18.2% nos casos e 9.1% nos controlos, p=0.380). Compras excessivas foram documentadas em 22.7% dos casos e 4.5% nos controlos (p=0.185). Pessoas com deterioração cognitiva tinham mais dificuldade em terminar uma chamada telefónica (p=0.013) e menor perceção de vulnerabilidade (p= 0.015). Conclusão: Pessoas com deterioração cognitiva podem ser mais suscetíveis a fraude. A extensão desta deve ser confirmada em estudos futuros com maior dimensão amostral. De realçar a reduzida capacidade em terminar uma chamada telefónica e a menor perceção de vulnerabilidade, que os coloca em maior risco de serem vítimas de burla telefónica. Impõe-se medidas sociais e legais de forma a proteger este segmento mais vulnerável da população.
Subject: Medicina clínica
Clinical medicine
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde::Medicina clínica
Medical and Health sciences::Clinical medicine
DOI: 10.34626/hkpf-fj32
TID identifier: 203520564
URI: https://hdl.handle.net/10216/150201
Document Type: Dissertação
Rights: restrictedAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
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