Utilize este identificador para referenciar este registo: https://hdl.handle.net/10216/149187
Autor(es): Anabela Medeiros Correia
Título: Arquitectura Kitsch
Data de publicação: 2009-12-10
Resumo: This work seeks to understand, through history, interpretations of various authors and a travel book prepared by the candidate, the Kitsch phenomenon that, over time, has invaded architecture. The history of Kitsch is also a construction and, as such, may have more classic or eclectic moments, more constructive or ! gurative moments, with successes and failures. The term Kitsch appeared for the ! rst time connected to the decoration area, in Munich, around 1860, and quickly became a phenomenon that covered all artistic areas. It s an eclectic art that grew up with the rampant consumerism. It vulgarized the arts , in that there no longer exists exclusivity or singularity. It broke down barriers between beautiful and ugly , between good and bad taste , and created the modern illusion that beauty can be bought and sold. It draws, not only in the great times of antiquity, but also on avant-garde, to form objects that could attract the masses. It is linked to the question of taste that is a variable, therefore function doesn t have an important role in designing forms. Kitsch is considered aesthetically inadequate in the art world, because it is taken for false art . If in art there s a truth , an opinion from the artist, Kitsch seeks to provoke reactions using, for that matter, the arts semblance . Kitsch appears as a phenomenon that simulates stylized models present in the memory of man, for their emotional reaction. Modern architects like Josef Frank or Bruno Zevi, are of the opinion that all work should border Kitschs concept. Kitsch, as simulator of effects, is linked to sentimentality, showing that, in a way, it is a bond in the connection between individual and space. As Zevi once wrote, the success of modern architecture is in the open work , where participation is fundamental. In this context, the concept of Kitsch would not be understood without the travel book where, all over the country, were collected case studies that ! t the phenomenon. The result illustrates that Kitsch is not only a matter of taste , but also the projection of the owner and the images which he identi! es with.
Descrição: O presente trabalho procura compreender, através da historia, das interpretações de diversos autores e de um caderno de viagens elaborado pela candidata, o fenómeno Kitsch que, com o passar do tempo, foi invadindo a arquitectura. A história do Kitsch é também ela uma construção e, como tal, pode ter momentos mais clássicos ou mais eclécticos, mais construtivos ou mais ! gurativos, com sucessos e fracassos. O termo Kitsch apar ece pela primeira vez ligado à área da decoração, em Munique, por volta de 1860, e depressa se transformou num fenómeno que abrangeu todas as áreas artísticas. É uma arte ecléctica que cresceu com o consumismo desenfreado. Vulgarizou as artes , na medida em que, com ele, deixou de existir exclusividade ou singularidade. Rompeu as barreiras entre o belo e o feio , entre o bom e o mau gosto e criou a ilusão moderna de que a beleza pode ser comprada e vendida. Inspira-se, não só nas grandes épocas da antiguidade, como também na vanguarda, para formar objectos que possam aliciar as massas. Está ligado à questão do gosto que é uma variável, sendo que aqui a função não tem um papel determinante na concepção das formas. O Kitsch é considerado esteticamente inadequado no mundo da arte, por ser tomado como arte falsa . Se na arte há uma verdade , uma opinião por parte do artista, no Kitsch procura-se provocar reacções usando, para isso, a aparência da arte. Este aparece assim como um fenómeno estilizador que simula os modelos presentes na memória do homem, procurando a sua reacção emocional. Arquitectos modernos como Josef Frank ou Bruno Zevi, s ão da opinião de que toda a obra deveria abordar o conceito Kitsch. Este, como simulador de efeitos, está ligado à sentimentalidade, mostrando-se, de certo modo, como um elo na ligação entre o indivíduo e o espaço. Tal como Zevi escreveu, o sucesso da arquitectura moderna está na obra aberta , onde a participação é fundamental. Neste contexto, o conceito de Kitsch não teria sido compreendido sem o caderno de via gens , onde, um pouco por todo o país, foram levantados casos de estudo que se ajustam ao fenómeno. O resultado explica que o Kitsch, não só é uma questão de gosto , como também é a projecção pessoal do proprietário e das imagens com que este se identi! ca.
Assunto: Artes
Arts
Áreas do conhecimento: Humanidades::Artes
Humanities::Arts
DOI: 10.34626/8rnm-8138
URI: https://hdl.handle.net/10216/149187
Tipo de Documento: Dissertação
Condições de Acesso: openAccess
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