Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/148502
Author(s): Manuel Joaquim de Sousa Pereira
Title: A heterogeneidade na adultez emergente na sua relação com os pais: estudo comparativo de militares e civis e trabalhadores e estudantes
Issue Date: 2012-07-30
Description: As alterações económicas e socias, observadas sobretudo nos países ocidentais nas últimas décadas, têm-se traduzido num conjunto de alterações estruturais que parecem adiar ou mesmo transformar a forma como é feita a transição para a vida adulta. Estas alterações parecem justificar que se fale de uma nova faixa etária: a adultez emergente. Como forma de contornar as dificuldades na inserção e manutenção num mercado de trabalho cada vez mais fechado e competitivo, muitos adultos emergentes (A.E.) optam por percursos escolares cada vez mais longos. No entanto, seguir os estudos não é a única opção. De facto, os A.E. podem optar por uma multiplicidade de percursos, o que faz com que este período de vida seja particularmente heterogéneo. Parece ser importante observar o modo como esses diferentes percursos podem ter impacto nos níveis de independência e nos padrões relacionais que são estabelecidos com os pais. Os estudos realizados têm privilegiado os A.E. que seguem o percurso universitário. No presente estudo, e não colocando de parte os A.E. que frequentam o ensino superior, procurou-se compreender como este período de vida é vivenciado em dois contextos distintos: civil e militar e por A.E. com diferentes ocupações: estudantes, trabalhadores-estudantes e trabalhadores. Para isso, recorreu-se a uma amostra composta por 323 sujeitos entre os 18 e os 30 anos. Em relação ao contexto 112 são militares e 211 civis, no que concerne à ocupação 108 são estudantes, 102 trabalhadores-estudantes e 113 trabalhadores. Para a recolha de dados utilizaram-se os seguintes instrumentos: a) Inventário de Rede de Relacionamentos; b) Inventário de Separação Psicológica; c) Escala de Maturidade Filial; d) Escala de Inter- relação Multigeracional; e) Índice de Resolução de Identidade Adulta; f) Questionário Sociodemográfico. Apesar dos resultados não poderem ser analisados à margem das variáveis demográficas, sugerem que o contexto militar e o envolvimento numa profissão determina um maior nível de autonomia, individuação e uma relação mais positiva com os progenitores. Contudo, nem o contexto, nem a ocupação são importantes preditores da resolução da identidade adulta ou da maturidade filial. Os resultados indicam ainda que a maturidade filial é a principal preditora para a resolução de identidade adulta, sendo esta maturidade essencialmente predita pela independência funcional em relação à mãe.
Subject: Psicologia
Psychology
Scientific areas: Ciências sociais::Psicologia
Social sciences::Psychology
URI: https://hdl.handle.net/10216/148502
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

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