Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/148130
Author(s): Deserto, Jorge
Title: O que os olhos veem na Helena de Eurípides
Issue Date: 2022
Abstract: The tendency, now well consolidated, of thinking about Greek theatre plays as performance and not just as text intended to be read, opens way to ask how an analysis centred on scenery, costumes, props, and movement can help us to clearly understand these works. It is true that the essential information about these elements comes from the text itself, creating a potential circularity, but it is important to verify that, when treated with the necessary care, they often allow us to build some parallel reading, or even to confront the text itself, widening the ways in which it can be understood. My aim, in this paper, is to work on the visual dimension (I mean, everything that, during the performance, was under the eyes of the audience) of a play as diverse and challenging as Euripides' Helen. If there is much to say about props, costumes, and movement, all these become even more important in a play that, from the beginning, keeps repeating eyes are not the faithful witnesses that allow us to face the world without suspicion.
Description: De acordo com a tendência, que os tempos recentes têm largamente consolidado, de pensar as obras do teatro grego como espetáculo, cabe perguntar se uma análise centrada no cenário, nos figurinos, nos objetos de cena e na movimentação das personagens nos pode ajudar a interpretar mais claramente estas obras. É certo que as informações essenciais sobre estes elementos nos advêm do próprio texto, criando um potencialmente nocivo efeito de circularidade, mas torna-se produtivo verificar que, tratados com os necessários cuidados, nos permitem, muitas vezes, alimentar linhas de leitura ao lado do texto ou até mesmo, em determinados momentos, confrontar o próprio texto e, portanto, tornar a sua leitura mais ampla e mais rica. A minha proposta, neste artigo, é a de trabalhar a dimensão visual (entendida como aquilo que, durante a representação, seria oferecido ao olhar dos espectadores) de uma peça tão variada e desafiadora como a Helena de Eurípides. Se há uma indiscutível riqueza, a este nível, quer nos figurinos, quer na movimentação, ela torna-se ainda mais decisiva numa obra que, desde o início, nos propõe que desconfiemos daquilo que os olhos veem e nos ensina que o olhar pode não ser a fiel testemunha que nos permite encarar o mundo sem desconfiança.
DOI: 10.14195/978-989-26-2145-6_6
URI: https://hdl.handle.net/10216/148130
Source: Miscelânea de Estudos em Honra de Maria de Fátima Sousa e Silva. Vol. I
Document Type: Capítulo ou Parte de Livro
Rights: openAccess
Appears in Collections:FLUP - Capítulo ou Parte de Livro

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