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https://hdl.handle.net/10216/146820| Author(s): | Wallace Leonardo Lopes Leite |
| Title: | Padrões de utilização de intervenções terapêuticas em doentes com COVID-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) |
| Issue Date: | 2022-12-12 |
| Abstract: | Introduction: COVID-19, declared in March 2020 as a pandemic by the World Health Organization, has reached impacting proportions at a global level, not only in terms of health but also socially and economically. The lack of knowledge about this new disease, its rapid advance, and its great impact on people and health services globally, especially in the area of Intensive Medicine, has led the scientific community around the world to develop, in record time, an unprecedented effort to study, generate data and new knowledge that would allow us to face this enormous challenge. Little was known about the patient admitted to intensive care with COVID-19, which is why extensive work of observation and clinical and scientifically based analysis was required during and after the intensive treatment of these patients in the short, medium, and long term. Objective: To study the temporal evolution of the clinical and epidemiological characteristics, therapeutic approaches, and clinical outcomes of patients admitted to the Intensive Care Unit (ICU) with a diagnosis of SARS-CoV-2 pneumonia during the time frame of the study and advancement of the pandemic in Portugal, between March 2020 and July 2021, through the analysis and comparison of the time periods of the first, second, and third waves and the respective periods between waves. Methodology: The present study was developed in the broader context of a multicenter cohort study in hospitals in the Metropolitan Region of Porto, with the objective of evaluating the short and long-term outcomes of patients with COVID-19 admitted to intensive care units. The population of patients with a suspected or proven diagnosis of SARS-CoV-2 infection, with or without respiratory symptoms, who were hospitalized in ICU for at least 24 hours was studied. The following variables were collected and analyzed: sociodemographic data, the health status of the patient before being hospitalized, comorbidities, disease severity and risk of death, characteristics of critical illness, therapeutic interventions applied during hospitalization in pharmacological and non-pharmacological ICUs ( including need and duration of mechanical ventilation, use of vasopressors and use of renal replacement therapy), length of stay in ICU, ICU mortality and hospital mortality. An analysis and comparison of the time periods of the first, second, and third waves and the respective periods between waves were performed between March 2020 and July 2021. Continuous variables are expressed as medians and interquartile ranges (IQR). Categorical variables are expressed as counts and percentages. Statistical significance was defined as p<0.05 and confidence intervals of 95% for all comparisons. Analyses were performed using SPSS software version 27.0 (IBM Corp. Released 2020. IBM SPSS Statistics for Windows, Version 27.0. Armonk, NY: IBM Corp). Results: Patients admitted to the study were mostly elderly, with a mean age of 65.0 years (57.0 - 72.0), male (67.9%), just over 1/3 were obese, and a high rate of comorbidities was present in 75.9% (Charlson index ≥2). Patients who were admitted during the peak period of vacancies had a higher rate of comorbidities (p<0.001). Over the time periods analyzed, statistically significant differences were also found regarding the need for ventilation, need for vasopressors, pharmacological treatment with antibiotics, hydroxychloroquine, corticosteroids, and remdesivir. Although there were differences in the mortality rate, these were not statistically significant. Discussion: The COVID-19 pandemic has historically constituted one of the greatest challenges to date for medicine and public health at a global level and for intensive care medicine. With this study, the temporal evolution of the clinical and epidemiological characteristics and of the therapeutic approaches and clinical results of critical patients with COVID-19, throughout the initial phases of the evolution of the pandemic, is documented, demonstrating the rapid changes and adaptation that had to exist in order to better manage a reality that is constantly changing and characterized by a great lack of knowledge and uncertainty. Keywords: critically ill, SARS-CoV-2, COVID-19, therapeutic approaches, temporal evolution |
| Description: | Introdução: A COVID-19, declarada em março de 2020 como pandemia pela Organização Mundial da Saúde, atingiu proporções impactantes a nível global não só a nível de saúde, mas também social e económico. O desconhecimento desta nova doença, o seu rápido avanço e o seu grande impacto nas pessoas e nos serviços de saúde globalmente, sobretudo no que diz respeito à área de Medicina Intensiva, levou a comunidade científica de todo mundo a desenvolver, em tempo recorde, um esforço sem precedentes para estudar, gerar dados e novo conhecimento que nos permitisse enfrentar este enorme desafio. Sobre o doente que é admitido nos cuidados intensivos com COVID-19 pouco se sabia e por isso foi necessário desenvolver todo um trabalho de observação e análise clínica e cientificamente fundadas, durante e após o tratamento intensivo destes doentes, a curto, médio e longo prazo. Objetivo: Estudar a evolução temporal das características clínicas e epidemiológicas, abordagens terapêuticas e resultados clínicos dos doentes internados em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) com diagnóstico de pneumonia por SARS-COV-2, durante o recorte temporal do estudo e avanço da pandemia em Portugal, entre março de 2020 e julho de 2021, através da análise e comparação dos períodos temporais da primeira, segunda e terceira vagas e respetivos períodos entre vagas. Metodologia: O presente estudo foi desenvolvido no contexto mais amplo de um estudo multicêntrico de coorte em hospitais da região Metropolitana do Porto, com o objetivo de avaliar os resultados a curto e longo prazo dos doentes com COVID-19 internados em unidades de cuidados intensivos. Foi estudada a população de doentes com diagnóstico de pneumonia associada causada por SARS-CoV-2, que estiveram internados em UCI durante pelo menos 24h. Foram colhidas e analisadas as seguintes variáveis: dados sociodemográficos, estado de saúde do doente antes de ser internado, comorbilidades, gravidade da doença e risco de morte, características da doença crítica, intervenções terapêuticas aplicadas durante o internamento em UCI farmacológicas e não-farmacológicas (incluindo necessidade e tempo de uso de ventilação mecânica, uso de vasopressores e uso de terapia de reposição renal), tempo de permanência em UCI, mortalidade em UCI e mortalidade hospitalar. Foi feita a análise e comparação dos períodos temporais da primeira, segunda e terceira vagas e respetivos períodos entre vagas, entre março 2020 a julho 2021. As variáveis contínuas são expressas como mediana e intervalo interquartil (IQR). As variáveis categóricas são expressas como contagem e percentagem. A significância estatística considerada foi P<0,05 e os intervalos de confiança de 95% para todas as comparações. As análises foram feitas com o software SPSS versão 27.0 (IBM Corp. Released 2020. IBM SPSS Statistics for Windows, Version 27.0. Armonk, NY: IBM Corp). Resultados: Os doentes admitidos no estudo eram maioritariamente idosos, com média de idade de 65.0 anos (57.0 - 72.0), do sexo masculino (67,9%), pouco mais de 1/3 eram obesos e um alto índice de comorbilidades estava presente em 75,9% (índice Charlson ≥2). Os doentes que foram admitidos no período de pico das vagas apresentavam um maior índice de comorbilidades ( p<0.001). Ao longo dos períodos temporais analisados encontraram-se também diferenças estatisticamente significativas relativamente à necessidade de ventilação, necessidade de vasopressores, tratamento farmacológico com antibióticos, hidroxicloroquina, corticosteroides e remdesivir. Embora existissem diferenças relativamente à taxa de mortalidade, estas não foram estatisticamente significativas. Discussão: A pandemia de COVID-19 constituiu historicamente um dos maiores desafios até hoje para a medicina e a saúde pública a nível global e, muito em particular, para a medicina intensiva. Com este estudo fica documentada a evolução temporal das características clínicas e epidemiológicas e das abordagens terapêuticas e resultados clínicos dos doentes críticos com COVID-19, ao longo das fases iniciais de evolução da pandemia, demonstrando-se as rápidas mudanças e adaptação que tiveram que existir de maneira a gerir da melhor forma uma realidade em constante mudança e caracterizada por um grande desconhecimento e incerteza. Palavras-chave: doente crítico, SARS-CoV-2, COVID-19, abordagens terapêuticas, evolução temporal |
| Subject: | Ciências da saúde Health sciences |
| Scientific areas: | Ciências médicas e da saúde::Ciências da saúde Medical and Health sciences::Health sciences |
| DOI: | 10.34626/xv3y-2f89 |
| TID identifier: | 203179390 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/146820 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FMUP - Dissertação |
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