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https://hdl.handle.net/10216/146333| Author(s): | Renata Filipa de Sousa Ribeiro |
| Title: | O Impacto da pandemia de Covid19 na violência conjugal: perceção de técnicos de apoio a vítimas |
| Issue Date: | 2022-11-17 |
| Description: | A pandemia de Covid 19, as mudanças por esta impostas no quotidiano das populações, as alterações emocionais associadas à insegurança, medo, desconhecimento, entre outros sentimentos vividos pelos cidadãos, os níveis elevados de ansiedade e stress experienciados durante a pandemia, as medidas preventivas de limitação dos movimentos e de confinamento/isolamento a que esta obrigou, são algumas das dimensões que levaram, nos últimos 2 anos, a um aumento das preocupações, por parte dos governos e dos profissionais de apoio à vítima, quanto a um previsível aumento da violência nas relações de intimidade. Tendo em conta estas circunstâncias, o objetivo principal deste estudo foi o de perceber até que ponto, e de que modo, as situações de violência conjugal se alteraram no decurso da pandemia, segundo a perceção de técnicos de apoio à vítima, considerando, entre outras, variáveis como os tipos de violência praticados, a sua frequência e severidade, os fatores de risco associados. Para além disso, procuramos perceber até que ponto as respostas de apoio a vítimas se revelaram ajustadas às condições pandémicas e às necessidades emergentes das vítimas, e se terão sido eficazes na sua proteção. Para a recolha de dados, foi utilizado um questionário, aplicado em formato online, dirigido a técnicos de apoio a vítimas com, pelo menos, três anos de experiência profissional na área. Foram obtidas respostas de 91 participantes, 82 do sexo feminino e 9 do sexo masculino, com uma média de 10 anos de experiência profissional na área. A maioria dos técnicos de atendimento a vítimas percecionou um aumento das práticas de violência conjugal, tanto em termos de frequência, como em termos de severidade, no decurso da pandemia, ainda que não tenham percecionado um aumento dos pedidos de ajuda nas instituições onde exercem a sua atividade profissional, considerando ter havido um acréscimo de cifras negras. Apontam como tipo de violência mais frequente e mais severo, neste período, a violência psicológica e consideram, maioritariamente, que as práticas de violência conjugal não surgiram como resultado direto da pandemia, mas foram agravadas por esta. A maior parte dos participantes considera que as instituições se souberam, globalmente, adaptar às circunstâncias e dar respostas adequadas e atempadas, atribuindo diferentes graus de eficácia a diferentes tipos de instituições. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/45zx-4p50 |
| TID identifier: | 203124685 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/146333 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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