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https://hdl.handle.net/10216/145737| Author(s): | Maria Rui Oliveira Marques |
| Title: | E depois da troika?: a política educativa em Portugal de 2015 a 2019 |
| Issue Date: | 2022-11-17 |
| Description: | Terminado o tempo da austeridade levada a cabo pela Troika, e com a saída da coligação de direita do governo, iniciou-se, em Portugal, uma reforma de políticas sociais em que a política educativa não ficou incólume. No âmbito do Mestrado em Ciências da Educação pretende-se, nesta dissertação, estudar os documentos estruturantes produzidos entre 2015 e 2019 pelo XXI Governo Constitucional para o ensino obrigatório, para analisar o mandato atribuído à educação nesse intervalo temporal. A análise dos documentos escritos irá ser feita a partir da análise de conteúdo, partindo dos trabalhos sobre a "desconstrução de textos políticos" de S. Ball (1993) e de J. Codd (1998). A partir destes autores serão analisados dez textos produzidos pelo Governo então em funções, tratando os textos como artefactos culturais e ideológicos, construídos dentro de um tempo, e de um lugar histórico e político contextualizados. Após a análise dos dez textos selecionados construiu-se um mantado para o sistema educativo Português entre 2015-2019, partindo do que é o triplo mandato atribuído aos sistemas educativos. Concluiu-se que os cidadãos que desejavelmente o sistema educativo contribuiu para formar são mais eficientes a trabalhar e respondem mais rapidamente às novas exigências e oscilações das necessidades do mercado de trabalho. Verifica-se a existência de uma articulação da "formação de trabalhadores" com a "formação de cidadãos". Esta articulação rompe com a visão unilateral que caraterizou os quatro anos de ajuda financeira externa, renovando a educação da criança e do jovem como cidadãos. Trata-se, no entanto, de um deslocamento de ângulo curto por dois motivos: a cidadania consubstancia-se, recorrentemente, na capacidade dos jovens se integrarem no mercado de trabalho, e a autonomia das escolas de gerirem o currículo ficou (ainda) refém de um limite percentual baixo e injustificado. Por outro lado, uma alteração parece ter tido um impacto mais sólido, as medidas de inclusão na aprendizagem, que substituíram a visão redutora de alunos com necessidades educativas, faz antever uma diminuição do número de jovens que não terminam a escolaridade obrigatória e uma sociedade mais escolarizada. As medidas de políticas analisadas neste trabalho alteram o padrão do sistema educativo no que concerne ao currículo e à avaliação. Estas alterações, acompanhadas com a praticamente ausência de alterações na avaliação e na organização escolar, ficam suspensas e sem uma resposta eficaz na forma de preconizar as tão desejadas mudanças na política educativa. Com esta dissertação conclui-se ainda que o problema central do país, o económico, subsiste e convoca as políticas educativas a contribuírem para a sua resolução. |
| Subject: | Ciências sociais Social sciences |
| Scientific areas: | Ciências sociais Social sciences |
| DOI: | 10.34626/e438-mv79 |
| TID identifier: | 203108590 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/145737 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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| 593387.pdf | E depois da troika?: a política educativa em Portugal de 2015 a 2019 | 1.86 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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