Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/145552
Full metadata record
DC FieldValueLanguage
dc.creatorCésar José dos Santos Silva
dc.date.accessioned2025-11-11T16:52:02Z-
dc.date.available2025-11-11T16:52:02Z-
dc.date.issued2022-11-17
dc.date.submitted2024-09-11
dc.identifier.othersigarra:592326
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/145552-
dc.descriptionEsta pesquisa pretende problematizar o conceito de desinformação, em particular como este é mobilizado na comunicação entre agentes em antagonismo. Através de um estudo de caso analisamos uma controvérsia em torno das políticas de resposta à pandemia da COVID-19, com que procuramos desenvolver um quadro interpretativo dos fenómenos de desinformação. A partir de um procedimento metodológico desenvolvido em três fases de recolha e seleção de publicações on-line, aplicamos o método de análise temática a um corpus constituído por 30 textos, que englobam notícias, artigos de opinião, entrevistas e transcrições de conferências de imprensa, intervenções em manifestações de rua e podcasts, publicados entre 29 de agosto de 2020 e 13 de fevereiro de 2021, em jornais e mídia sociais. A controvérsia que se estudou opôs o movimento Médicos pela Verdade (MPV) a jornalistas, colunistas, peritos e dirigentes da saúde. Pela sua análise procura-se compreender o modo como agentes em antagonismo, que intervêm através da imprensa e dos novos mídia, mobilizam mecanismos de legitimação do seu discurso e deslegitimação de discursos adversos para a resolução da controvérsia. O antagonismo emerge quando o MPV contesta o suporte científico das políticas pandémicas, a isenção dos mídia, das organizações e dos especialistas, e apela à contestação pelos seus pares e pela sociedade em geral. A discussão inicia-se por tomadas de posição dos agentes em relação ao campo científico (onde as credenciais académicas e profissionais são invocadas para (des)legitimar os agentes), mas tende a ser resolvida por argumentos emocionais e morais, apelando para entidades externas ao campo: o capital físico (número de apoiantes da causa ou vítimas do problema); e o dever cívico-moral (combater uma ameaça ao bem comum). Problematizando o conceito de desinformação, os resultados sugerem que a noção de desinformação se expressa de diferentes formas, que classificamos como dizer mal (equívocos ou imprecisões), maldizer (diminuir o estatuto e as aptidões do oponente), dizer não (negar o consenso sobre um assunto) e não dizer (ocultação de informação essencial), e atua como mecanismo de exclusão de discursos adversos.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectCiências da educação
dc.subjectEducational sciences
dc.titleContágio e controvérsia: a disputa pela "verdade" na pandemia do coronavírus
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/j2br-4n18
dc.identifier.tid203105281
dc.subject.fosCiências sociais::Ciências da educação
dc.subject.fosSocial sciences::Educational sciences
thesis.degree.disciplineMestrado em Ciências da Educação
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
592326.pdfContágio e controvérsia: a disputa pela "verdade" na pandemia do coronavírus2.33 MBAdobe PDFThumbnail
View/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.