Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/145463
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dc.creatorTeresa Andrein
dc.date.accessioned2025-11-09T01:18:32Z-
dc.date.available2025-11-09T01:18:32Z-
dc.date.issued2022-11-14
dc.date.submitted2025-03-06
dc.identifier.othersigarra:591893
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/145463-
dc.descriptionA presente dissertação de mestrado procura compreender as vivências de abusos das mulheres trans sobreviventes de violência na intimidade. Para isso procurou-se perceber: que apoio as entrevistadas receberam durante o seu percurso como mulher trans, nas esferas familiar, profissional e social; qual é a perspetiva das sobreviventes sobre os atos violentos; e qual é a consideração que as mulheres trans têm dos apoios formais a sobreviventes em Portugal. Para concretizar estes objetivos, realizaram-se cinco entrevistas semiestruturadas a pessoas que se identificam como mulheres trans, residentes em Portugal e que tivessem sofrido violência na intimidade. Analisaram-se os dados recolhidos mediante as orientações de Braun e Clarke (2006, 2013), através de um paradigma construccionista, transfeminista e interseccional que consideram as experiências e as perspetivas das sobreviventes como centrais na narração dos abusos. Da análise dos dados recolhidos emergiram quatros temas: "histórias prévias e contextos da violência na intimidade", "corpos proibidos", "violência contra as mulheres trans e invalidação da identidade" e "perceção de qualidade dos apoios formais a sobreviventes em Portugal". Estes quatro temas organizaram-se à volta da violência na intimidade contra mulheres trans em Portugal. Entre as principais conclusões desta investigação destacam-se: os ambientes familiares, laborais e de socialização assim como a objetificação e a sexualização das mulheres trans como geradores de carências de afeto e de aceitação no sujeito; o permanecimento em relações abusivas como consequência da vulnerabilização antecedente; e a falta de preparação e informação dos serviços de apoio formais como resultado das influências cisheteronormativas que silenciam a (r)esistência das sobreviventes na sociedade portuguesa. Com a presente dissertação procura-se valorizar as narrativas de sobrevivência das mulheres trans violentadas, realçando como os abusos têm as suas raízes em discursos cisheteronormativos que influenciam as práticas informais e formais, refletindo-se na falta de preparação da sociedade atual para acolher as sobreviventes. Tendo em consideração que os discursos sociais transfóbicos atacam o bem-estar das mulheres trans, pretende-se evidenciar a necessidade de uma mudança social para quebrar o ciclo de violência transespecífico.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleA violência na intimidade contra as mulheres trans em Portugal
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/547h-cj63
dc.identifier.tid203105079
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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