Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/145368
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dc.creatorJoana Ferreira Castro
dc.date.accessioned2025-11-06T06:06:34Z-
dc.date.available2025-11-06T06:06:34Z-
dc.date.issued2022-11-17
dc.date.submitted2025-03-06
dc.identifier.othersigarra:591595
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/145368-
dc.descriptionO presente estudo teve como principal objetivo avaliar o impacto do self-distancing na regulação emocional e no raciocínio moral de jovens delinquentes. O self-distancing é uma técnica psicológica recente que implica a análise de experiências emocionais na terceira pessoa, por exemplo, através do recurso ao pronome pessoal "Ele". Várias investigações têm demonstrado que o self-distancing é especialmente eficaz para populações em situação de vulnerabilidade, associando-o ao processamento adaptativo de experiências adversas. Estão documentados efeitos positivos na regulação emocional, no raciocínio moral e na capacidade de gestão e resolução de problemas. Postula-se que a perspetiva distanciada favorece interpretações mais amplas e objetivas que permitem reconstruir e atribuir novos significados aos acontecimentos. É reconhecido que os jovens delinquentes têm dificuldades nestas áreas, podendo, por isso, o self-distancing ser-lhes benéfico. Recorrendo a uma amostra de 57 participantes, subdivididos pelos grupos delinquente (n = 31) e não delinquente (n = 26), avaliamos a influência do self-distancing no afeto e na tomada de decisão moral, e comparamos os seus efeitos com a adoção de uma perspetiva na primeira pessoa (self-immersion). Os jovens foram aleatoriamente distribuídos pelas condições self- distancing e self-immersion, e realizaram uma reflexão escrita sobre um evento interpessoal negativo. Contrariamente ao esperado e ao reportado na literatura, o self-distancing não influenciou o juízo moral, nem parece ter promovido o ajustamento emocional dos participantes. Em particular, surgiu associado ao aumento do afeto negativo e à diminuição do afeto positivo, especialmente nos jovens não delinquentes. De igual modo, o self- distancing originou índices mais elevados de recontagem do que reconstrução. A reconstrução foi superior na condição self-immersion. Estes resultados são discutidos à luz da conceptualização atual do self-distancing e das especificidades dos grupos estudados. Finalmente, traçam-se pontos de partida para futuras investigações.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleO impacto do self-distancing na regulação emocional e no raciocínio moral de jovens delinquentes
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/8yrk-jp07
dc.identifier.tid203104323
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

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