Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/145183
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dc.creatorFilipa Pires de Oliveira Magalhães
dc.date.accessioned2025-11-07T04:55:34Z-
dc.date.available2025-11-07T04:55:34Z-
dc.date.issued2022-11-09
dc.date.submitted2024-09-12
dc.identifier.othersigarra:590951
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/145183-
dc.descriptionA masturbação enquanto vivência sexual feminina não tem sido considerada, permanecendo como um tema velado e encoberto para a maioria das pessoas. Entre o silenciamento, a recusa, a reprovação, a patologização e a medicalização, a mulher tem visto o seu prazer confinado por organismos sociais que lhe são externos. Neste sentido, o presente estudo propõe-se a aprofundar o modo como mulheres cisgénero expressam, constroem e significam a sua relação com a masturbação, que pressões e obstáculos identificam e como navegam em direção ao prazer num contexto social que inscreve a masturbação feminina em narrativas estigmatizantes. Foram realizadas 13 entrevistas semiestruturadas a mulheres cisgénero, com idades entre os 20 e os 38 anos, que se identificassem enquanto feministas. O acesso aos seus relatos permitiu compreender que a sua masturbação se vê envolta nos discursos dominantes, cujas exigências e prescrições constrangem as suas experiências íntimas de masturbação. Em resultado, são produzidos sentimentos negativos como solidão, culpa e confusão. Apesar das constrições narradas, as mulheres provam não serem vítimas passivas dos preceitos patriarcais, dado que procuram formas de resistir à sua regulação. Assim, escolhem seguir o seu próprio caminho em direção ao prazer, insistindo na validade das suas experiências subjetivas. Ademais, constatam sentir-se desamparadas pelo feminismo, que ocupa o espaço online e produz conteúdos informativos, mas descura, nas suas conceções, a abordagem do prazer enquanto elemento com potência revolucionária para resistir à ordem vigente. Esta investigação pretende contribuir para a produção científica sobre masturbação feminina, reconhecendo-a como uma atividade sexual natural, comum e saudável, iluminando o modo como é contida nos discursos e reivindicando para todas as mulheres o direito a uma vivência plena da sexualidade, do prazer que é seu por direito.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleDireito ao prazer na masturbação: da transgressão à afirmação feminina
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/7rsz-c898
dc.identifier.tid203104234
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

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