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https://hdl.handle.net/10216/142258| Author(s): | Sara Rute Soares Granja |
| Title: | Autoimmune encephalitis: Clinical Features and Long-Term Outcomes |
| Issue Date: | 2022-05-20 |
| Abstract: | Background and objectives: Autoimmune encephalitis (AE) presents with cognitive and psychiatric changes during the acute stage. The extent of dysfunction varies extensively, and it may persist in the long-term. However, few studies have detailed the cognitive and functional outcomes of these patients. We aim to evaluate the functional and cognitive outcomes of patients with AE, as well as to characterize sleep and mood disorders in this population. Methods: We carried a single-centre observational cross-sectional study, including ≥18-yo patients diagnosed with EA with autoantibodies or with definite seronegative limbic encephalitis, at a Portuguese tertiary centre (January 2007-December 2021). Sociodemographic and clinical data was obtained from electronic records. A neuropsychological evaluation, Montreal Cognitive Assessment(MoCA) and questionnaires to assess functional status (Functional Assessment Inventory in Adults and the Elderly[IAFAI]), sleep (Satisfaction, Alertness, Timing, Efficiency and Duration Questionnaire for Sleep Health Measurement [SATED-RU] and Pittsburgh Sleep Quality Index[PSQI-PT]) anxiety and depression (Hospital Anxiety and Depression Scale), were applied in a scheduled appointment. For cognitive scales, impairment was considered when the score was below 1.5sd from normative values. Results: We enrolled thirteen patients (median follow-up 62 months [29-97.5]). Twelve patients(92.3%) were independent according to the modified Rankin Scale, however, IAFAI identified functional impairment in 5 (38.5%). Only 4 patients (30.8%) had an entirely normal neuropsychological evaluation. Five patients (41.7%) showed cognitive impairment on MoCA . Seven patients (58.3%) showed impairment in at least one memory test; the same holds for executive functions. Older age at disease onset correlated with higher functional disability, lower MoCA, and higher verbal memory and executive impairment. Also, higher CSF protein counts correlated with impaired verbal memory and executive functioning tasks. Three subjects presented mild depression (23.1%); anxiety frequency was 38.5%. Five patients (38.5%) reported bad sleep quality, scoring higher in PSQI-PT with greater admission delay (r=0.574, p=0.040). Discussion: Although most times subtle, we found frequent multimodal impairment in this AE population. Older individuals seem more prone to develop disability, suggesting an age-related contribution. Impairment might also be partially attributed to higher inflammation burden in the acute setting. Disability, cognition, mood, and sleep ought to be systematically screened in this setting. |
| Description: | Introdução: As encefalites autoimunes (EA) cursam com alterações cognitivas e psiquiátricas na fase aguda. A extensão destas disfunções é variável, podendo persistir a longo prazo. Porém, poucos estudos avaliaram os desfechos cognitivos e funcionais nestes doentes. Pretendemos avaliar o perfil funcional e cognitivo de doentes com EA, bem como caracterizar distúrbios do sono e humor, nesta população. Materiais e métodos: Realizamos um estudo transversal observacional unicêntrico, incluindo doentes ≥18 anos, diagnosticados com EA com autoanticorpos ou com encefalite límbica seronegativa definitiva, seguidos num centro terciário português (janeiro de 2007-dezembro de 2021). Os dados sociodemográficos e clínicos foram retirados dos registos eletrónicos. Os doentes foram submetidos a uma avaliação neuropsicologia e a questionários para avaliar o estado funcional (Inventário de Avaliação Funcional em Adultos e Idosos [IAFAI]), sono (Escala de Saúde do Sono Satisfaction, Alertness, Timing, Efficiency and Duration [SATED-RU]; Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh [PSQI-PT]), ansiedade e depressão (Escala da Ansiedade e Depressão Hospitalar). Nas escalas cognitivas, considerou-se existir défice com pontuações abaixo de 1,5 DP dos valores normativos. Resultados: Treze doentes participaram neste estudo (mediana de seguimento de 62 meses [29-97,5]). Doze participantes (92.3%) foram considerados independentes segundo a Escala de Rankin modificada, porém, o IAFAI identificou défices funcionais em 5 (38,5%). Apenas 4 doentes (30,8%) tiveram uma avaliação neuropsicológica inteiramente normal. Cinco doentes (41,7%) apresentaram défice cognitivo no MoCA. Cinco doentes (58,3%) apresentaram défices em pelo menos uma prova de memória; o mesmo aconteceu para funções executivas. Uma idade mais avançada ao início da doença correlacionou-se com maior incapacidade funcional, menor MoCA e mais disfunção em testes de memória verbal e de funções executivas. Adicionalmente, valores superiores de proteinorráquia correlacionaram-se com défices na memória verbal e em provas de função executiva. Três participantes apresentaram depressão ligeira (23,1%) e a ansiedade teve uma frequência de 38,5%. Cinco doentes (38,5%) evidenciaram má qualidade do sono, com maior pontuação no PSQI-PT relacionada com o atraso na admissão hospitalar (r=0,574, p=0,040). Discussão: Apesar de maioritariamente subtis, encontramos défices em multimodais nesta população de EA. Indivíduos mais velhos parecem ser mais propensos a desenvolver défices, sugerindo uma contribuição relacionada com a idade. Estes podem também ser atribuídos a uma maior carga inflamatória durante a fase aguda. Perda de funcionalidade, cognição, humor e sono devem ser sistematicamente avaliados neste contexto. |
| Subject: | Medicina clínica Clinical medicine |
| Scientific areas: | Ciências médicas e da saúde::Medicina clínica Medical and Health sciences::Clinical medicine |
| DOI: | 10.34626/tke2-8x71 |
| TID identifier: | 203179200 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/142258 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| License: | https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ |
| Appears in Collections: | FMUP - Dissertação |
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