Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/142095
Author(s): Maria Cecília de Aguiar Machado
Title: Pode a regressão tumoral e ganglionar induzida pela quimioterapia perioperatória no carcinoma gástrico relacionar-se com os outcomes pós-operatórios?
Issue Date: 2022-07-13
Abstract: Introduction: Gastric cancer is an aggressive neoplasm with a poor prognosis. The multimodal approach with perioperative chemotherapy is currently the recommended treatment for patients with locally advanced gastric cancer. This method induces a histopathological response expressed either through the degree of regression of the primary tumor or of the lymph nodes and through yTNM staging. Despite its advantages, there are still doubts regarding the effects of chemotherapy on postoperative morbidity and mortality. The main goal of this study is to evaluate the impact of perioperative chemotherapy and its effect on anatomopathological results and operative morbidity, and secondly to evaluate its effect on patient survival. Materials and methods: Observational retrospective study with 134 patients with advanced gastric cancer, who underwent perioperative chemotherapy and curative radical surgery. The degree of histological regression of the primary tumor was evaluated according to Becker's criteria; the proportion of regressed lymph nodes was determined and postoperative complications were evaluated according to Clavien-Dindo's classification. Survival times were compared between the groups using Kaplan-Meier curves and the Mantel-Cox Log Rank test. Simple associations between categorical variables were evaluated using Pearson's Chi-square test. Results: 22.2% of patients undergoing perioperative chemotherapy were classified as good responders and 75.9% as poor responders. This variable and operative morbidity were not related (p=1.68). 64.2% of patients had invaded lymph nodes and 46.3% had regressed lymph nodes, 49.4% had no lymphatic invasion and 61.9% had no signs of venous invasion after perioperative chemotherapy. Postoperative complications occurred in 30.6% of the patients. The group of good responders had an average survival of 56.0 months and the group of poor responders of 34.0 months, p=0.17. Conclusion: Our study corroborated that perioperative chemotherapy induces regression both on the primary tumor and lymph nodes. The results of operative morbidity were similar to those described in the literature. However, although the group of good responders showed better survival, this value was not significant. Therefore, further studies are needed to evaluate the importance of the degree of lymph node regression and its impact on the survival of these patients.
Description: Introdução: O cancro gástrico é uma neoplasia agressiva com mau prognóstico. A abordagem multimodal com quimioterapia perioperatória é atualmente o tratamento recomendado para os pacientes com cancro gástrico localmente avançando. Esta induz uma resposta histopatológica expressa quer através do grau de regressão do tumor primário, quer dos gânglios linfáticos e através do estadiamento yTNM. Apesar das suas vantagens, existem ainda dúvidas em relação aos efeitos da quimioterapia na morbilidade e mortalidade pós-operatórias. Este estudo tem como objetivo primário avaliar o impacto da quimioterapia perioperatória e o seu efeito nos resultados anatomopatológicos e na morbilidade operatória e secundariamente avaliar o feito desta na sobrevida dos doentes. Material e métodos: Estudo observacional retrospetivo com 134 doentes com cancro gástrico avançado, que se submeteram a quimioterapia perioperatória e cirurgia radical curativa. O grau de regressão histológico do tumor primário foi avaliado de acordo com os critérios de Becker; a proporção de gânglios regredidos foi determinada e as complicações pós-operatórias foram avaliadas de acordo com a classificação de Clavien-Dindo. Os tempos de sobrevida foram comparados entre os grupos por meio das curvas de Kaplan-Meier e do teste Mantel-Cox Log Rank. Associações simples entre variáveis categóricas foram avaliadas por meio do teste Qui-Quadrado de Pearson. Resultados: 22,2% dos doentes submetidos a quimioterapia perioperatória foram classificados como bons respondedores e 75,9% como maus-respondedores. Esta variável e a morbilidade operatória não estavam relacionadas (p=1,68). 64,2% dos doentes apresentaram gânglios invadidos e 46,3% tinham gânglios regredidos, 49,4% não tinham invasão linfática e 61,9% não tinham sinais de invasão venosa após quimioterapia perioperatória. As complicações pós-operatórias verificaram-se em 30,6% dos pacientes. O grupo dos bons-respondedores apresentou uma sobrevida mediana de 56,0 meses e o grupo dos maus-respondedores 34,0 meses, com p=0,17. Conclusão: O nosso estudo corroborou que a quimioterapia perioperatória induz a regressão quer do tumor primário, quer dos gânglios linfáticos. Os resultados da morbilidade operatória foram semelhantes aos descritos na literatura. Todavia, apesar do grupo dos bons respondedores apresentar melhor sobrevida, este valor não foi significativo. Assim, são necessários mais estudos que avaliem a importância do grau de regressão ganglionar e o seu impacto na sobrevida destes doentes.
Subject: Ciências médicas e da saúde
Medical and Health sciences
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde
Medical and Health sciences
DOI: 10.34626/v0yt-6681
TID identifier: 203522354
URI: https://hdl.handle.net/10216/142095
Document Type: Dissertação
Rights: restrictedAccess
Appears in Collections:FMUP - Dissertação

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
569531.pdf
  Restricted Access
Pode a regressão tumoral e ganglionar induzida pela quimioterapia perioperatória no carcinoma gástrico relacionar-se com os outcomes pós-operatórios? Um estudo usando a classificação de Becker e a reg9.21 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.