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https://hdl.handle.net/10216/141962| Author(s): | Diogo Vaz da Silva Cardoso da Silva |
| Title: | Crises não epiléticas psicogénicas em doentes avaliados numa Unidade de Monitorização de Epilepsia |
| Issue Date: | 2022-06-01 |
| Abstract: | Psychogenic Nonepileptic Seizures (PNES) in patients evaluated in an Epilepsy Monitoring Unit Diogo Silva1, Leonor Dias1,2, Marta Carvalho1,2, Ricardo Rego2,3, Helena Rocha2,3 1-Department of Clinical Neurosciences and Mental Health, Faculty of Medicine of University of Porto 2-Department of Neurology, Centro Hospitalar Universitário de São João, EPE 3-Neurophysiology Unit, Department of Neurology, Centro Hospitalar Universitário de São João, EPE Introduction: Psychogenic nonepileptic seizures (PNES) are paroxysmal events often confused with seizures. Misdiagnosis can lead to inappropriate treatment with antiseizure drugs (ASD). Video-electroencephalogram monitoring (VEM) in an Epilepsy Monitoring Unit (EMU) allows optimizing the diagnosis and consequently the treatment. Aim: to characterize a cohort of patients with PNES evaluated in the EMU and to assess the clinical outcome after VEM. Methods: Retrospective descriptive analysis of patients with PNES evaluated in the EMU between 2011-2020. Results: Of the 456 VEM performed, we included 28, totaling 64 PNES (mean 2/patient). The mean duration of VEM was 48h (SD 28.4). Most were female (86%) with a mean age of 41 years (SD 14.3). The mean age of PNES onset was 32 years (6-60 years), with a mean time to diagnosis of 12 years (SD 10.3). Most patients had motor and non-motor events (60.9%). The movements were mostly focal (85.7%), non-rhythmic (53.6%) and with alternating patterns (42.9%). Pelvic thrusting was rare (7%). Fifteen patients (54%) did not identify precipitants. At the time of VEM, 12 (42.9%) patients were diagnosed as having epilepsy only. Ninety-six percent of patients were on ASD, which were multiple in 64%. After VEM, 18 (64.2%) patients changed their diagnosis and 46% discontinued ASD. During follow-up (mean 3.5 years; SD 2.4), 36% of patients reported symptomatic improvement and 11% resolution of PNES. Conclusion: Analysis of paroxysmal events during VEM combined with patient history allowed a more accurate diagnosis of PNES, leading to discontinuation of ASD in almost half of patients. |
| Description: | Crises não epiléticas psicogénicas em doentes avaliados numa Unidade de Monitorização de Epilepsia Diogo Silva1, Leonor Dias1,2, Marta Carvalho1,2, Ricardo Rego2,3, Helena Rocha2,3 1-Department of Clinical Neurosciences and Mental Health, Faculty of Medicine of University of Porto 2-Department of Neurology, Centro Hospitalar Universitário de São João, EPE 3-Neurophysiology Unit, Department of Neurology, Centro Hospitalar Universitário de São João, EPE Introdução: Crises não epiléticas psicogénicas (CNEPs) são eventos paroxísticos frequentemente confundidos com crises epiléticas. Erros diagnósticos podem levar a tratamento inapropriado com fármacos anti-crises epiléticas (FACE). A monitorização por vídeo-eletroencefalograma (mVEEG) numa Unidade de Monitorização de Epilepsia (UME) permite otimizar o diagnóstico e consequentemente o tratamento. Objetivo: caracterizar uma coorte de doentes com CNEPs estudados na UME e avaliar o resultado clínico após a mVEEG. Métodos: análise descritiva retrospetiva dos doentes com CNEPs estudados na UME entre 2011-2020. Resultados: De 456 mVEEG realizadas, incluímos 28, totalizando 64 CNEP (média 2/doente). A duração média da mVEEG foi de 48h (DP 28,4). Sexo feminino: 86%; idade média: 41 anos (DP 14,3). Idade média de início de CNEPs: 32 anos (6-60 anos), com tempo médio até diagnóstico de 12 anos (DP 10,3). A maioria dos doentes teve eventos motores e não-motores (60,9%). Os movimentos foram maioritariamente focais (85,7%), não-rítmicos (53,6%) e com padrões alternantes (42,9%). O pelvic thrusting foi raro (7%). Quinze doentes (54%) não identificaram precipitantes. Na altura da mVEEG, 12 (42,9%) doentes estavam diagnosticados como tendo apenas epilepsia. Noventa e seis porcento dos doentes tomavam FACE, que eram múltiplos em 64%. Após mVEEG, 18 (64,2%) doentes mudaram o diagnóstico e 46% descontinuaram FACE. Durante o seguimento (média 3,5 anos; DP 2,4), 36% reportaram melhoria sintomática e 11% resolução das CNEPs. Conclusão: A análise de eventos paroxísticos durante mVEEG combinada com a história do doente permitiram um diagnóstico mais correto de CNEPs, levando à descontinuação de FACEs em quase metade dos doentes. |
| Subject: | Medicina clínica Clinical medicine |
| Scientific areas: | Ciências médicas e da saúde::Medicina clínica Medical and Health sciences::Clinical medicine |
| DOI: | 10.34626/k2hy-7w37 |
| TID identifier: | 203177304 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/141962 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| License: | https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ |
| Appears in Collections: | FMUP - Dissertação |
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