Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/141957
Author(s): Maria João Machado Ferreira
Title: Acromegalia: Metabolismo da Glicose Como Possível Preditor de Tumores Mais Agressivos
Issue Date: 2022-06-09
Abstract: Introduction: Acromegaly is a disorder with excess growth hormone (GH) secretion. In the majority of cases, there is a pituitary adenoma responsible for this hypersecretion. It is also associated with the presence of several comorbidities, such as arterial hypertension (HT) and type 2 diabetes mellitus (DM2). However, the association between these comorbidities at diagnosis and the presence of a more aggressive growth hormone-secreting tumor remains to be elucidated. Aim: To determine if comorbidities at diagnosis are predictors to a more aggressive tumor in patients with acromegaly. Methods: Patients diagnosed with acromegaly in our center between January 2008 and November 2020 and with a follow-up period of at least 12 months were included. Patients without data regarding the age at diagnosis, tumor characteristics, clinical or biochemical parameters evaluated at presentation were excluded. We considered the clinical and biochemical predictors of a more aggressive tumor at diagnosis as the primary outcome. Results: Seventy-three patients with acromegaly were included and 63% were females. The mean age at diagnosis was 50.3 ± 15.2 years old and only 1 patient had family history suggestive of familial pituitary adenoma (FIPA). At first evaluation, mean HbA1c levels were 6.6 ± 1.2 % and LDL cholesterol 112.1 ± 31.3 mg/dL, 65.3% of patients presented with a macroadenoma, 38.9% of the tumors had extrasellar extension and 18.1% of were locally invasive. Our results showed a positive association between levels of blood glucose and IGF-1 at diagnosis and the presence of an invasive tumor (OR=1.015, p=0.018; OR=1.002, p=0.009, respectively). There was also a positive correlation between levels of GH and maximum tumor diameter (=0.037, p=0.019). Furthermore, we highlighted a negative correlation between tumor maximum diameter at diagnosis and levels of total cholesterol (=-0.80; p=0.017) and LDL cholesterol (=-0.096, p=0.024) at one-year follow-up. Conclusion: Higher levels of blood glucose may be associated with a more aggressive tumor at diagnosis, specifically higher prevalence of more invasive adenomas, in patients with acromegaly.
Description: Introdução: A acromegalia é uma patologia que cursa com o excesso de secreção de hormona de crescimento (GH, growth hormone). Na maioria dos casos, existe um adenoma hipofisário responsável por esta hipersecreção. Também está associada à presença de várias comorbilidades, tais como hipertensão arterial (HT, arterial hypertention) e diabetes Mellitus tipo 2 (DM2). No entanto, a associação entre a presença destas comorbilidades ao diagnóstico e um tumor secretor de GH mais agressivo ainda precisa de ser esclarecida. Objetivo: Determinar se as comorbilidades ao diagnóstico são possíveis preditores de um tumor mais agressivo, em doentes com acromegalia. Métodos: Doentes diagnosticados com acromegalia no nosso centro, entre janeiro de 2008 e novembro de 2020, e com um follow-up de pelo menos 12 meses foram incluídos. Doentes sem informações acerca da idade ao diagnóstico, características do tumor ou parâmetros clínicos e bioquímicos avaliados à apresentação da doença foram excluídos. Consideramos como outcome principal a presença de preditores clínicos ou bioquímicos de um tumor com características mais agressivas ao diagnóstico. Resultados: Setenta e três doentes com acromegalia foram incluídos e 63% eram do sexo feminino. A idade média ao diagnóstico foi de 50.3 ± 15.2 anos e apenas 1 doente tinha história familiar sugestiva de adenoma hipofisário familiar (FIPA, Familial Pituitary Adenoma). À avaliação inicial, a média dos nível de HbA1c foram de 6.6 ± 1.2 % e de colesterol LDL de 112.1 ± 31.3 mg/dL, 65.3% dos doentes tinham um macroadenomas, 38.9% dos tumores tinham extensão extra-selar e 18.1% eram localmente invasivos. Os nossos resultados demonstraram uma associação positiva entre os níveis de glicose sérica e IGF-1 ao diagnóstico e a presença de um tumor invasivo (OR=1.015, p=0.018; OR=1.002, p=0.009, respetivamente). Também verificamos uma correlação positiva entre os níveis de GH e o diâmetro tumoral máximo (=0.037, p=0.019). Para além do mais, destacámos uma correlação negativa entre o diâmetro tumoral máximo ao diagnóstico e os nível de colesterol total (=-0.80; p=0.017) e de colesterol LDL (=-0.096, p=0.024) após um ano de follow-up. Conclusão: Valores mais elevados de glicose sérica poderão estar associados a um tumor mais agressivo ao diagnóstico, nomeadamente a uma maior prevalência de adenomas invasivos, em doentes com acromegalia.
Subject: Ciências médicas e da saúde
Medical and Health sciences
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde
Medical and Health sciences
DOI: 10.34626/gg3a-7492
TID identifier: 203178548
URI: https://hdl.handle.net/10216/141957
Document Type: Dissertação
Rights: restrictedAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
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