Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/141567
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dc.creatorMoisés Salvador Coelho Ferreira
dc.date.accessioned2025-11-09T10:26:22Z-
dc.date.available2025-11-09T10:26:22Z-
dc.date.issued2022-06-29
dc.date.submitted2023-05-11
dc.identifier.othersigarra:565422
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/141567-
dc.descriptionSão cada vez mais os que trabalham através de plataformas digitais. Estas representam uma nova organização de trabalho baseada na gestão algorítmica, na vigilância digital e na atomização do trabalhador com raízes numa narrativa de empreendedorismo e de disponibilidade permanente para o trabalho. Sabendo que nenhuma organização de trabalho é psicologicamente inócua, coloca-se a questão de saber qual o impacto psicossocial da sua organização plataformizada no trabalhador, no seu acesso às funções psicológicas do trabalho e na sua relação com ele. Considerando que esta é uma realidade recente e pouco investigada, procedeu-se a uma investigação qualitativa e exploratória. Entrevistaram-se 20 estafetas e motoristas TVDE, solicitou-se informação a administradores de grupos de whatsapp destinados a trabalhadores de plataformas digitais e procedeu-se a uma recolha de imprensa sobre o assunto. Realizou-se uma análise de conteúdo temática. Da informação recolhida, foi possível perceber que, na organização característica das plataformas digitais, o trabalho se torna totalizante, isto é, monopoliza o tempo e coloniza o espaço de outras atividades, e que o momento de descanso se traduz em angústia e ansiedade. A degradação da qualidade do trabalho põe em causa o acesso a funções psicossociais e, perante uma gestão algorítmica que tudo controla, resta pouco espaço para a autonomia e subjetividade do trabalhador. Na tentativa de exercício de algum controlo, os trabalhadores desenvolvem estratégias, embora muitas redundem em práticas de autoexploração. Acresce que a atomização e a desvalorização social da profissão impedem o reconhecimento e, dessa forma, dificultam a criação de identidade e o desenvolvimento do sujeito. Esta nova organização do trabalho traz riscos para o trabalhador que não podem ser menosprezados. Consequências da totalização do trabalho, do inacesso a funções psicológicas, da falta de controlo sobre a atividade e da não identificação profissional: estes são alguns dos problemas que se levantam com a plataformização do trabalho que a presente dissertação põe em relevo, quer para sugerir a necessidade de mais investigação quer a reflexão sobre as implicações para a intervenção psicológica, para educação-formação e para o desenvolvimento de políticas públicas capazes de irem ao encontro dos problemas e necessidades dos trabalhadores.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleTrabalhar através de plataformas digitais: consequências para o sujeito psicológico
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/y8fj-wc57
dc.identifier.tid203049187
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado em Temas de Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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