Utilize este identificador para referenciar este registo: https://hdl.handle.net/10216/141490
Autor(es): Cristiana Guimarães Castro
Título: A vivência do cancro pediátrico na família
Data de publicação: 2022-06-23
Descrição: A vivência do cancro pediátrico pode resultar em diversas dificuldades para a família. A literatura documenta que o funcionamento familiar tem impacto na adaptação da/o criança/adolescente à doença, o que torna relevante compreender esta vivência no sistema familiar. Alguns aspetos do funcionamento familiar que afetam a adaptação à doença são a coesão, a flexibilidade, as rotinas e os rituais familiares. A coesão e flexibilidade foram explicadas neste estudo à luz do Modelo Circumplexo dos Sistemas Conjugais e da Família, pelo que uma melhor coesão está associada a uma melhor adaptação da/o criança/adolescente à doença. Adicionalmente, também as rotinas e rituais familiares podem exercer um papel protetor do funcionamento da família durante este período. O objetivo desta investigação foi compreender a vivência da doença oncológica no sistema familiar, mais especificamente as implicações ao nível dos rituais, rotinas, coesão e flexibilidade familiar. Foram considerados três períodos temporais da vivência da família (antes do diagnóstico, durante os tratamentos e momento atual) e entrevistados dois elementos da mesma família. A amostra recolhida inclui 12 famílias, de 12 sobreviventes com idades compreendidas entre 1 e os 17 anos de idade, no momento do diagnóstico. A amostra foi selecionada com recurso a um método não probabilístico, por conveniência, e 20 indivíduos participaram numa entrevista semiestruturada, de forma individual, com o objetivo de enriquecer a perspetiva sobre o fenómeno. Através da análise temática foram identificados 3 temas: Funcionamento Familiar, Adaptação à Doença e Repercussões da Doença. Através deste estudo, foi possível compreender que as rotinas e os rituais familiares podem sofrer alterações, devido às consequências da doença oncológica, principalmente quando dizem respeito a sequelas na/o criança/adolescente. Relativamente à coesão e à flexibilidade, verificaram-se níveis equilibrados de coesão e flexibilidade. Isto podia estar associado à relação entre os familiares previamente ao diagnóstico, uma vez que o equilíbrio nestas duas dimensões será importante para posteriores alterações nas fases de tratamentos, remissão e sobrevivência. Estes resultados veem sublinhar a necessidade de uma intervenção ecológica durante todos os períodos da doença.
Assunto: Psicologia
Psychology
Áreas do conhecimento: Ciências sociais::Psicologia
Social sciences::Psychology
DOI: 10.34626/j98d-qr67
Identificador TID: 203051327
URI: https://hdl.handle.net/10216/141490
Tipo de Documento: Dissertação
Condições de Acesso: restrictedAccess
Aparece nas coleções:FPCEUP - Dissertação

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