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https://hdl.handle.net/10216/140840| Author(s): | Francisca Jácome Lima Ferreira |
| Title: | Poliamor: a norma desafiada por pessoas socializadas como mulheres |
| Issue Date: | 2022-04-21 |
| Description: | O poliamor é apresentado como uma orientação relacional (Robinson, 2013) que se fundamenta na crença de que é possível e aceitável amar várias pessoas e manter simultaneamente múltiplos relacionamentos íntimos, românticos e/ou sexuais, onde a honestidade sobre todas as pessoas envolvidas é incentivada e desejada (Barker, 2005; Ferrer, 2018; Sheff, 2005). Como orientação relacional parte das não-monogamias consensuais, o poliamor contesta o ideal monogâmico como imposição social onde se pressupõe o cumprimento de algumas regras e suposições como a exclusividade romântica e sexual (Brewster et al., 2017). A monogamia trata-se, por isso, de uma construção social prescrita pela sociedade ocidental (Barash & Lipton, 2001) e que tem vindo a ser criticada já desde a década de 1970 por discursos feministas pelo papel que desempenha na manutenção da sociedade patriarcal (Robinson, 1997). A romantização da ideia sobre a existência de uma pessoa capaz de satisfazer todas as necessidades associada ao sobre investimento das mulheres num só relacionamento, a priorização da estabilidade do casal em detrimento de outras experiências e a violência do ciúme são alguns dos exemplos que caracterizam a desigualdade de género presente na monogamia (Askham, 1984; Firestone, 2003; Jackson & Scott, 2004; Willey, 2016; Buunk & Dijkstra 2004). O poliamor, pelo seu caráter não-normativo e pela carência de guiões hegemónicos (Ziegler et al., 2014), que ditem a hétero e mononormatividade do comportamento das pessoas, é capaz de desafiar essas normas, e com isso promover a experiência de novas formas de interação social, fluidez de género, maior segurança em si e nas suas parcerias e libertação pessoal em pessoas socializadas como mulheres. Procurou-se, assim, explorar as vivências de pessoas poliamorosas socializadas como mulheres na passagem da monogamia para a não-monogamia consensual, procurando tentar conhecer as motivações que levaram à identificação com esta orientação relacional, bem como conhecer as diferenças entre a experiência monogâmica e a experiência da não-monogamia consensual, através da exploração das mudanças que ocorreram nessa passagem ao nível pessoal. Neste sentido, foram realizadas entrevistas semiestruturadas a 10 participantes alvo de socialização feminina, que posteriormente foram transcritas e analisadas segundo a metodologia de Análise Temática (Braun & Clarke, 2006). Esta análise foi guiada por um olhar crítico feminista. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/zj2z-0090 |
| TID identifier: | 203051386 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/140840 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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