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https://hdl.handle.net/10216/138156| Author(s): | Beatriz Monteiro Almeida |
| Title: | "Para nós é tudo 24 horas em 24 horas": a inscrição da disponibilidade permanente no uso dos tempos de trabalho na atividade funerária em Portugal |
| Issue Date: | 2021-11-22 |
| Description: | Apesar da escassa literatura sobre a atividade funerária, vários estudos permitem colocar em evidência o horário atípico que é realizado pelos trabalhadores funerários, que os obriga a estarem permanentemente disponíveis, e que por isso implica trabalharem em horários noturnos, interromper o descanso e momentos familiares. Estas evidências adquirem importância a par do impacto na saúde, bem-estar e implicações para as situações sociais da vida dos trabalhadores, que têm vindo a ser estudadas na literatura sobre os horários atípicos. É no seio destas implicações, e da escassez de literatura aprofundada sobre os horários atípicos na atividade funerária, que surgiu a presente pesquisa. Que procurou: caracterizar as características e condições da atividade; caracterizar os tempos de trabalho e analisar a relação entre estes e as características da atividade, e os trabalhadores. Para dar resposta a estes objetivos e procurar ainda compreender o impacto causado pela pandemia na atividade, utilizou-se uma abordagem mista, que incluiu a realização de entrevistas e de um questionário, ambos baseados no INSAT - Inquérito Saúde e Trabalho (2019), momentos de observação em contexto real de trabalho e reuniões com responsáveis associativos. Os principais resultados e discussão, identificam que todos os trabalhadores realizam horários atípicos, com contornos semelhantes aos evidenciados nos estudos sobre a atividade. No entanto, a análise destaca a disponibilidade permanente destes trabalhadores para o serviço como a característica central ao seu horário. Enquanto potenciadora de todo o horário atípico destes trabalhadores, esta parece ser, por sua vez, potenciada: pelo trabalho em empresas de micro dimensão, onde prevalece a elevada acumulação de tarefas pelos trabalhadores; pela função realizada e pelo contexto pandémico, que se destaca pela possível intensificação dos tempos de trabalho destes trabalhadores no pós pandemia. Com base nas perceções partilhadas pelos trabalhadores em entrevista, destaca-se que estes consideram a disponibilidade permanente como uma característica inerente e central ao seu trabalho, mas que no entanto, exatamente por ser inerente ao trabalho, alguns trabalhadores não sentem incómodo por "ter que ser assim", enquanto outros revelam sentir incómodo exatamente por essa razão. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/nw8z-sx15 |
| TID identifier: | 202810402 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/138156 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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| 518061.pdf | "Para nós é tudo 24 horas em 24 horas": a inscrição da disponibilidade permanente no uso dos tempos de trabalho na atividade funerária em Portugal | 805.52 kB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
| 518061.1.pdf Restricted Access | Parecer do orientador | 188.29 kB | Adobe PDF | View/Open |
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