Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/137916
Author(s): Lucas Ferreira Pimentel
Title: Personalidade do/a paciente e contratransferência do/a psicoterapeuta em contexto clínico: scoping review
Issue Date: 2021-11-26
Abstract: The notion of countertransference was presented by Freud in 1910 as an influence of the patient on the analyst's unconscious. However, this took on more complex and controversial contours compared to the original definition, with four major perspectives standing out - classical, totalistic, complementary and integrated. In view of objective countertransference, a systematic search was carried out - systematic scoping review - in order to map the typical emotional responses of psychotherapists at the developmental level; the personalities that make up the clusters; and the mediating effect of symptoms. At the developmental level, it was found that the more severe the level of personality organization, the more the psychotherapist feels powerless, disorganized, overloaded and less able to develop a satisfactory therapeutic alliance, with the most significant predictors being helpless, positive emotional response/ satisfactory (inverted) and overloaded. At the cluster level, Cluster A is positively associated with the criticized/mistreated emotional response. Cluster B is significantly associated with an emotional response that is overloaded/disorganized, helpless/inadequate, positive (inversely), sexualized, and criticized/mistreated. Cluster C is associated with a parental/protective emotional response. At the level of personalities, the results were discussed and related to psychodynamic aspects from the theory. In terms of the mediating effect of symptoms, the severity of patients' symptoms is positively associated with a criticized/mistreated, helpless/inadequate, overloaded/disorganized and special/involved emotional response. Still, it is negatively associated with a parental/protective, positive/satisfactory and disengaged response. It was concluded that countertransference is a clinically useful resource when recognized and well managed by the psychotherapist, as well as transmitting information about the patient's object relations.
Description: A noção de contratransferência foi desenvolvida por Freud em 1910 como uma influência do/a paciente sobre o inconsciente do/a analista, no entanto, esta tomou contornos mais complexos e controversos face à perspetiva original, destacando-se quatro grandes perspetivas: clássica, totalística, complementar e integrada. Tendo em vista a contratransferência objetiva, foi realizada uma pesquisa sistemática - systematic scoping review - com objetivo de mapear as respostas emocionais típicas dos/as psicoterapeutas a nível desenvolvimental; das personalidades que compõem os clusters; e do efeito mediador dos sintomas. A nível desenvolvimental, foi verificado que quanto mais severo o nível de organização da personalidade, mais o/a psicoterapeuta se sente impotente, desorganizado/a, sobrecarregado/a e menos capaz de desenvolver uma aliança terapêutica satisfatória, sendo os preditores mais significativos a resposta emocional desamparada, positiva/satisfatória (invertido) e sobrecarregada. A nível dos clusters, o Cluster A encontra-se positivamente associado com a resposta emocional criticada/maltratada. O Cluster B está significativamente associado a uma resposta emocional sobrecarregada/desorganizada, desamparada/inadequada, positiva (inversamente), sexualizada e criticada/maltratada. O Cluster C está associado a uma resposta emocional parental/protetora. A nível das personalidades, os resultados foram discutidos e relacionados com aspetos psicodinâmicos a partir da teoria. Quanto ao efeito mediador dos sintomas, a gravidade dos sintomas dos/as pacientes está positivamente associada a uma resposta emocional criticada/maltratada, desamparada/inadequada, sobrecarregada/desorganizada e especial/envolvida. Ainda, encontra-se negativamente associada a uma resposta parental/protetora, positiva/satisfatória e desengajada. Concluiu-se que a contratransferência se configura como um recurso com utilidade clínica quando reconhecida e bem manejada pelo/a psicoterapeuta à medida que transmite informações acerca das relações de objeto do/a paciente.
Subject: Psicologia
Psychology
Scientific areas: Ciências sociais::Psicologia
Social sciences::Psychology
DOI: 10.34626/3p6y-mz58
TID identifier: 202803074
URI: https://hdl.handle.net/10216/137916
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
516245.pdfPersonalidade do/a paciente e contratransferência do/a psicoterapeuta em contexto clínico: scoping review423.93 kBAdobe PDFThumbnail
View/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.