Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/137545
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dc.creatorAna Rita Pereira Jesus
dc.date.accessioned2025-11-08T16:19:15Z-
dc.date.available2025-11-08T16:19:15Z-
dc.date.issued2021-11-15
dc.date.submitted2021-11-30
dc.identifier.othersigarra:513541
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/137545-
dc.descriptionOs bombeiros, enquanto profissionais de emergência, lidam diariamente com a exposição a situações stressantes e potencialmente traumáticas, bem como fatores stressantes associados ao contexto laboral. A literatura tem-se focado nos fatores que protegem estes indivíduos das possíveis consequências nefastas, sendo o coping e a empatia variáveis importantes a considerar. Este estudo teve como objetivos identificar os níveis de trauma, coping e empatia em bombeiros, analisar a sua interrelação e verificar a sua variação em função de características sociodemográficas e laborais. Os dados foram recolhidos com participação anónima e voluntária através de um questionário online, pelo método da bola de neve, utilizando as versões portuguesas do Brief Cope, Impact of Event Scale-Revised e Interpersonal Reactivity Index. A amostra foi constituída por 124 bombeiros, sendo 88% bombeiros voluntários e 22% bombeiros profissionais, maioritariamente do sexo masculino (69%) e de vários distritos portugueses, com maior foco na ilha da Madeira (24%). Os resultados obtidos revelaram níveis baixos de trauma, níveis elevados de empatia e níveis moderados de coping, existindo 45% da amostra com sintomatologia de stress pós- traumático. Além disso, as correlações significativas entre trauma, coping e empatia sugerem que estas variáveis se influenciam mutuamente e podem afetar o desenvolvimento de stress pós-traumático. Relativamente à influência das variáveis sociodemográficas e profissionais, verificou-se que as mulheres apresentam maior empatia, os bombeiros sem filhos mais procura de suporte social emocional e de auto culpabilização, assim como os profissionais não casados que indicam maior auto culpabilização. Os bombeiros sem frequência do ensino superior reportam mais negação e os bombeiros em regime de horários por turnos indicam mais recurso ao humor, enquanto os bombeiros mais velhos e mais experientes recorrem menos ao suporte instrumental. Os bombeiros profissionais apresentam mais tomada de perspetiva, e os voluntários mais desconforto pessoal. O facto de quase metade da amostra apresentar sintomas de stress pós-traumático deve ser motivo de preocupação e reforça a necessidade de intervenção com os bombeiros portugueses no sentido de monitorizar a sua saúde mental, conforme o manual recentemente divulgado pela Ordem dos Psicólogos Portugueses sugere. Seria então, de procurar compreender como atuar no dia a dia de forma a que os fatores stressantes possam ser minimizados e simultaneamente fomentar o apoio psicológico.
dc.language.isopor
dc.rightsrestrictedAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleBombeiros: empatia e coping como preditores do trauma
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/d29z-0p97
dc.identifier.tid202791432
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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