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https://hdl.handle.net/10216/134925| Author(s): | Ana Elisa Ferreira Pacheco |
| Title: | Muito mais que futebol: o papel da privação relativa e da demonização nas ações coletivas violentas no mundo do futebol em tempos de pandemia |
| Issue Date: | 2021-07-27 |
| Description: | Atualmente o mundo enfrenta uma crise pandémica sem precedentes, onde várias atividades ficaram suspensas por tempo indeterminado, nomeadamente o futebol. O futebol tem a capacidade de juntar e mover os adeptos nos estádios de futebol, tornando-os únicos nestes contextos (Conceição, 2014); estes demonstram a sua devoção através de várias formas, tais como camisolas alusivas ao clube, bandeiras, uso de pirotecnia, cortejos em direção aos estádios, cânticos que exaltam os seus clubes (Testa, 2009). Esta modalidade em determinados momentos constitui um palco para a violência entre clubes, onde em Portugal surgem cada vez mais notícias relacionadas com comportamentos dos adeptos praticada nos contextos desportivos. Assim, neste "mundo" do futebol, os adeptos que são extremamente identificados podem exibir atitudes de conflito para com os adeptos das equipas rivais (Corioliano & Conde, 2017). Este estudo compreende a participação dos adeptos de futebol, e tem como objetivo analisar e compreender o processo psicossocial que motiva o início de uma ação coletiva violenta por parte dos mesmos. Pretendemos analisar a relação da privação relativa dos adeptos em relação a não poderem assistir aos jogos do seu clube ao vivo e de processos de demonização para com o exogrupo (adeptos do clube rival) enquanto mediadores da relação entre a identificação grupal dos adeptos e a motivação dos mesmos para o envolvimento em ações coletivas violentas contra o exogrupo. O nosso modelo de mediação foi testado em adeptos de diferentes clubes portugueses (maioritariamente) e internacionais, durante o ano civil de 2020-2021 (N= 363). Os resultados demonstram que quanto mais os participantes se identificam com o clube, mais demonstram demonização para com o exogrupo, e menor predisposição para integrar numa ação coletiva violenta dirigida ao mesmo. A privação sentida por não poderem assistir aos jogos do seu clube ao vivo não se mostrou como mediador significativo deste processo. Discutimos os resultados com base na ideia de que os participantes consideram que o ato de demonizar é tão negativo e hostil, que se envolvem num esforço consciente para ilegitimar o comportamento agressivo dirigido ao exogrupo. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/rdkz-8t16 |
| TID identifier: | 202813266 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/134925 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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| 483762.pdf | Muito mais que futebol: o papel da privação relativa e da demonização nas ações coletivas violentas no mundo do futebol em tempos de pandemia | 451.09 kB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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