Utilize este identificador para referenciar este registo: https://hdl.handle.net/10216/134897
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dc.creatorDaniela Filipa Costa Ferreira
dc.date.accessioned2025-11-05T02:49:10Z-
dc.date.available2025-11-05T02:49:10Z-
dc.date.issued2021-07-26
dc.date.submitted2021-12-02
dc.identifier.othersigarra:483761
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/134897-
dc.descriptionFoi realizado um estudo experimental, cujo objetivo consistiu em analisar o efeito da manipulação da etnia do ofensor e da saturação da memória operatória do participante nos julgamentos acerca do ofensor e da vítima, esperando-se que perante ofensores de etnia cigana, os participantes julgassem de forma mais negativa o ofensor e de forma mais positiva a vítima, especialmente em situações de saturação da memória operatória. Os participantes (N = 185), tiveram acesso a um auto de crime, onde o ofensor agrediu a vítima em duas ocasiões diferentes. Numa condição (Etnia Cigana) mencionámos que o ofensor era de etnia cigana, enquanto na outra (Etnia Não Especificada) não era mencionada nenhuma informação relativa à etnia. Para além disso, manipulámos a saturação da memória operatória dos participantes, sendo que numa das condições foi apresentada uma prova de memória em simultâneo com o questionário do auto de crime (Presença de Saturação da Memória Operatória), enquanto na outra condição apenas foi apresentado o questionário relativo à ofensa (Ausência de Saturação da Memória Operatória). Medimos a culpa atribuída ao ofensor e à vítima, a punição considerada adequada para o ofensor, a relevância que a obtenção de mais informações sobre a vítima e o ofensor têm em cada condição, a tendência para adoção de comportamentos de evitamento de julgamento pelos participantes, os julgamentos que são realizados sobre a vítima e o ofensor e os estereótipos dos participantes. Verificou-se que os participantes consideraram um ofensor de etnia não especificada mais competente, principalmente na presença de saturação da memória operatória. A vítima foi mais denegrida social e moralmente, bem como mais responsabilizada, quando o ofensor era de etnia cigana. Verificámos ainda que os participantes procuraram mais informação adicional sobre o ofensor e adotaram mais comportamentos de evitamento de julgamento na condição de etnia não especificada. Os resultados e a sua contradição com as hipóteses apresentadas são discutidas a dois níveis: enquadramento teórico, nomeadamente à luz de processos de discriminação subtil; e enquadramento metodológico, nomeadamente em relação aos procedimentos adotados. Este estudo contribui para a compreensão dos efeitos da etnia nos processos de tomada de decisão, assim como do impacto do tipo de vítima para o julgamento de crimes.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleO efeito da etnia de um ofensor e da saturação da memória operatória nos julgamentos acerca do ofensor e da vítima
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/3ajr-9b03
dc.identifier.tid202826600
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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