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https://hdl.handle.net/10216/134882| Author(s): | Joana Raquel Oliveira Carvalho |
| Title: | Perceções e significações sobre as CPCJ, suas funções e competências |
| Issue Date: | 2021-07-27 |
| Description: | Apesar de as crianças serem vítimas de maus-tratos em diferentes contextos, sejam eles públicos ou privados, é em casa, e em contexto familiar, que estes são mais frequentes e perigosos (Coimbra, Faria & Montano, 1990). A prevalência e a gravidade da violência perpetrada contra crianças em todo o mundo tem levado à implementação de leis, medidas, planos e instituições de prevenção dos maus-tratos e de promoção da segurança, bem-estar e direitos das crianças. Na sequência desses esforços surgiram, em Portugal, as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens, criadas com o Decreto Lei n.º 147/99, de 1 de setembro, orientadas para a intervenção nas situações de perigo elencadas na Lei. O trabalho das CPCJ é realizado com três agentes principais: os técnicos, as crianças e as famílias, entre os quais se criam ligações afetivas que visam uma mudança na estrutura familiar. O presente trabalho tem como principal objetivo conhecer perceções e significações atribuídas às CPCJ por aqueles 3 grupos de agentes, mais especificamente, (1) compreender a perceção de cada um dos grupos sobre o trabalho das CPCJ; (2) perceber que significações atribuem aos maus-tratos e à violência na infância; (3) perceber se há diferenças entre os vários grupos supramencionados, quanto à opinião sobre a eficácia das Comissões; (4) conhecer as perceções dos técnicos sobre as funções desempenhadas pelas CPCJ; (5) conhecer as dificuldades sentidas pelos técnicos das comissões no exercício das suas funções (6) conhecer a perspetiva dos técnicos ; (7) perceber a perceção da sociedade quanto ao seu papel, na promoção e proteção das crianças e jovens. O presente estudo foi divido em duas partes, sendo a primeira um estudo qualitativo, com uma amostra de 4 participantes, e o segundo estudo quantitativo, com uma amostra de 121 participantes, 101 do sexo feminino e 20 do sexo masculino. A média de idades da amostra é de 32 anos, variando entre os 19 e os 65. A maioria dos inquiridos nunca teve contacto com uma CPCJ (86%), mas 99.2% considera importante a existência das CPCJ. Quanto à forma como as CPCJ estão a funcionar, 62% dos inquiridos revela que estas funcionam de forma eficaz. A grande maioria dos participantes desconhece os seus direitos e deveres na proteção de crianças e jovens (74.4%) e 62.8% dos inquiridos gostaria de ter um papel mais ativo na proteção de crianças e jovens. Foram encontradas algumas diferenças nas perceções dos vários grupos, e também em função do sexo e idade. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/52e6-d083 |
| TID identifier: | 202812731 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/134882 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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| 483821.pdf | Perceções e significações sobre as CPCJ, suas funções e competências | 770.45 kB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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