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https://hdl.handle.net/10216/134437| Author(s): | Luís Manuel Miranda Teixeira da Mota |
| Title: | Argyria: a review with emphasis on the clinical and forensic aspects |
| Issue Date: | 2021-05-14 |
| Abstract: | Background: Argyria encompasses the different cosmetic alterations that can develop if enough silver particles deposit in a specific tissue, typically in the skin, ranging from localized dark-blue macules, following local exposition, to a generalized slate-gray/bluish tinge in an individual's complexion, following systemic absorption. Objective: This work aims to fully review the state-of-the-art regarding pathophysiology, diagnosis, treatment, and relevant clinical and forensic features of argyria. Results: Argyria has been diagnosed in a wide range of ages, both sexes and varied ethnicities, with no known individual predisposing factors. It can develop locally, virtually in any bodily tissue, provided that silver breaches its epithelial lining and reaches connective tissue underneath, or in a generalized pattern, if enough silver reaches the bloodstream. Light exposition aggravates the dyspigmentation due to reduction of the silver deposits. An increase in melanin production also contributes for the skin dyspigmentation. Once settled, it does not resolve irrespective of exposition discontinuation. Physical examination and silver exposure in the anamnesis can be highly suggestive of the diagnosis, but a histopathological analysis with Energy-Dispersive X-ray Spectroscopy is required to unequivocally determine the dyspigmentation etiology. Safe and effective treatment has only been accomplished with laser techniques, namely Q-Switched 1064 nanometers Neodymium-doped Yttrium Aluminium Garnet and Q-Switched Picosecond 755 nanometers Alexandrite Laser, though only few cases have been reported and with limited follow-up time, with prevention remaining the single best tool to avoid argyria. Conclusion: Argyria has typically an occupational or iatrogenic etiology. Its prevalence is decreasing as caution regarding silver exposure increased; on the other hand, the share of cases precipitated by silver exposure via non-conventional medicinal practices and non-supervised self-administration of alleged remedies is of great significance, highlighting the need to raise awareness of this adverse permanent effect. Argyria should be suspected when a patient presents with typical skin or eye lesions. A seemingly viable treatment modality, with laser technology, is finally within the horizon. Keywords: Argyria; pathophysiology; signs and symptoms; clinical and forensic diagnosis; treatment. |
| Description: | Contexto: Argíria inclui as diferentes alterações cosméticas que se podem desenvolver quando uma quantidade suficiente de partículas de prata se deposita num determinado tecido, tipicamente a pele, variando desde máculas azuis-escuras, no seguimento de exposição tópica, a um tom de pele azulado/acinzentado de distribuição difusa, quando há exposição sistémica. Objetivo: Este trabalho procura rever o estado-de-arte da evidência respeitante à patofisiologia, diagnóstico, tratamento e aspetos clínicos e forenses relevantes da argíria. Resultados: Argíria é um diagnóstico presente numa grande amplitude de idades, ambos os sexos e diversas etnias, sem que sejam conhecidos fatores individuais predisponentes. Pode-se desenvolver num local específico, virtualmente em qualquer tecido do corpo, desde que a prata penetre a sua superfície epitelial e alcance tecido conjuntivo subjacente, ou de modo generalizado, se prata suficiente for transportada na circulação sistémica. Exposição solar agrava a despigmentação ao reduzir a prata dos depósitos. Um aumento na produção de melanina também contribui para a coloração. Após estar estabelecida, a argíria não desaparece, independentemente da interrupção da exposição. Um exame físico conjugado com história de exposição a prata na anamnese pode ser altamente sugestivo deste diagnóstico, mas uma análise histopatológica com Espectroscopia de Raios X por Energia Dispersiva é necessária para diagnosticar inequivocamente a despigmentação como argíria. Tratamento seguro e efetivo foi apenas conseguido com recurso a técnicas laser, nomeaddamente as modalidades "Q-Switched 1064 nanometers Neodymium-doped Yttrium Aluminium Garnet" e "Q-Switched Picosecond 755 nanometers Alexandrite Laser", embora ainda poucos casos tenham sido reportados e com limitações no que diz respeito ao tempo de seguimento dos doentes, mantendo-se a prevenção como a ferramenta mais fiável no combate à argíria. Conclusão: A argíria tem tipicamente etiologia ocupacional ou iatrogénica. A sua prevalência está a diminuir devido a uma maior preocupação quanto às consequências da exposição ocupacional à prata; por outro lado, a proporção de casos em que a exposição decorreu do recurso a práticas médicas não-convencionais e automedicação com produtos sem benefícios comprovados é muito significativa, o que realça a necessidade de consciencializar a população acerca deste efeito adverso. A suspeita de argíria deve ser levantada quando um doente se apresenta com despigmentação típica na pele ou olhos. Começa a ganhar espaço uma modalidade de tratamento com resultados promissores, baseada em aplicação de laser nas áreas afetadas. Palavras-chave: Argyria; patofisiologia; sinais e sintomas; diagnóstico clínico e forense; tratamento. |
| Subject: | Ciências médicas e da saúde Medical and Health sciences |
| Scientific areas: | Ciências médicas e da saúde Medical and Health sciences |
| DOI: | 10.34626/ydqt-gy07 |
| TID identifier: | 202849570 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/134437 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| License: | https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ |
| Appears in Collections: | FMUP - Dissertação |
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