Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/134408
Author(s): Beatriz Morais Pereira Pinto
Title: Neonatal Cytomegalovirus Infection: The experience of a level III neonatal intensive care unit
Issue Date: 2021-05-12
Abstract: Background: Congenital cytomegalovirus (cCMV) is one of the most common congenital infections. Routine screening of pregnant women for CMV infection is currently not recommended. cCMV infection is a health problem with high associated morbidity, since it is often underdiagnosed. This paper aims to report the experience of a level III Neonatal Intensive Care Unit (NICU) on neonatal cytomegalovirus infection. Methods: The authors performed a retrospective observational study on children with suspected cCMV infection at birth, between January 1997 and December 2020. Demographics, laboratory tests on CMV infection, data on pregnancy follow up and neonatal morbidity were collected and analyzed. Results: There were 18 neonates with suspected cCMV infection. The median of maternal age was 31 years (20-41). The median of gestation duration was 37 weeks (26-41 weeks) and the median birthweight of neonates was 2495g (950-3646). cCMV infection was confirmed in 14 (78%) cases. In 5 (28%) neonates, their mothers had seroconversion, 4 (22%) in the first trimester. These women were submitted to amniocentesis and pharmacological treatment. Seven mothers (38.9%) had unknown serological status and the suspicion was raised based on abnormalities on the brain image, fetal growth restriction and other clinical signs. Twelve neonates had clinical signs that could be attributed to cCMV infection. Treatment for cCMV infection was instituted in 8 (57%) of the 14 affected neonates. The median of length stay in the NICU was 14 days (1- 130). Conclusion: Our data are in accordance with those found in the literature, namely in the non- screening of pregnant women and testing only after suspected findings on fetal ultrasound assessment. Since our sample was collected from a NICU, most of neonates had clinical signs or sonographic abnormalities compatible with cCMV. Once cCMV infection can cause late sequels, the implementation of a universal screening would probably be beneficial.
Description: Introdução: A infeção pelo citomegalovírus (CMV) é uma das infeções congénitas mais frequentes e apresenta uma prevalência estimada de 0,65%. Ainda não existem recomendações para a realização do rastreio universal da infeção por CMV em grávidas. A infeção materna primária ocorre em 1 a 4% das grávidas, com uma taxa de transmissão fetal de 30 a 40%. Assim, é um problema de saúde com alta morbilidade associada apesar de frequentemente subdiagnosticado. O presente trabalho tem como objetivo descrever os casos de infeção neonatal por CMV de uma unidade de cuidados intensivos neonatais. Métodos: Os autores realizaram um estudo observacional retrospetivo em crianças com suspeita de infeção congénita por CMV ao nascimento entre janeiro de 1997 e dezembro de 2020. Os dados demográficos, exames laboratoriais de infeção por CMV, dados da gravidez e morbilidade neonatal foram reunidos e analisados. Resultados: Foram analisados 18 recém-nascidos com suspeita de infeção congénita por CMV. A mediana da idade materna foi 31 anos (20-41). A mediana da idade gestacional foi 37 semanas (26-41) e o peso mediano ao nascimento foi 2.495 gramas (950-3646). A infeção por citomegalovírus foi confirmada em 14 (78%) dos casos. Em 5 (28%) dos casos, as mães tinham diagnóstico de seroconversão durante a gravidez, 4 (22%) no primeiro trimestre. Foram submetidas a amniocentese e tratamento farmacológico. Sete das mães (38.9%) não tinham realizado serologias para a infeção por CMV durante a gestação e, nesses casos, a suspeita foi levantada com base em alterações nos exames de imagem cerebral, restrição do crescimento fetal e outros sinais clínicos. 12 dos casos apresentavam sinais clínicos que podem ser atribuídos à infeção por CMV. O tratamento dirigido à infeção foi instituído em 8 (57%) dos 14 recém- nascidos diagnosticados. A mediana do tempo de internamento na unidade foi 14 dias (1-130). Um dos casos morreu após um dia de internamento. Conclusão: Os resultados obtidos estão de acordo com a literatura, ou seja, o rastreio ainda não é realizado por rotina e apenas após visualização de achados suspeitos na ecografia fetal. Como a nossa amostra foi obtida numa unidade de cuidados intensivos neonatais, a maioria dos casos apresentava sinais clínicos ou alterações ecográficas compatíveis com infeção congénita por CMV. Uma vez que a infeção congénita por CMV pode causar sequelas tardias, a implementação de um rastreio universal provavelmente seria benéfica.
Subject: Medicina clínica
Clinical medicine
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde::Medicina clínica
Medical and Health sciences::Clinical medicine
DOI: 10.34626/dsc4-ba95
TID identifier: 202848183
URI: https://hdl.handle.net/10216/134408
Document Type: Dissertação
Rights: restrictedAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
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