Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/134393
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dc.creatorMaria Manuel Amaral Guerra Neto Coelho
dc.date.accessioned2025-11-10T14:12:17Z-
dc.date.available2025-11-10T14:12:17Z-
dc.date.issued2021-05-31
dc.date.submitted2021-04-08
dc.identifier.othersigarra:479641
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/134393-
dc.descriptionIntrodução: O objetivo deste estudo é proporcionar uma revisão atualizada da literatura atual sobre o exercício físico supervisionado como sendo uma parte condicional do tratamento da claudicação intermitente. Métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão, foi conduzida uma pesquisa na Pubmed com a seguinte query: ("Intermittent claudication"[Mesh]) AND ("exercise therapy"[Mesh] OR "supervised exercise therapy"). Cento e trinta artigos foram selecionados. A pesquisa limitou-se a artigos escritos em inglês e publicados a partir de 2010. Também foram incluídos artigos considerados relevantes pelo autor e referenciados na base de dados inicial. Os endpoints primários do estudo são distância máxima percorrida ou tempo máximo percorrido, enquanto que os endpoints secundários são distância percorrida sem dor e qualidade de vida. Resultados: O aumento na distância máxima percorrida (DMP) variou entre 120 metros e 180 metros em pacientes que foram submetidos a terapia com exercício físico em comparação com grupos controlo que não foram submetidos a terapia com exercício físico. A distância percorrida sem dor (DPSD) aumentou de 82 metros para 128 metros nos pacientes que receberam terapia de exercício físico em comparação com o grupo sem exercício. A terapia de exercício físico supervisionado (TES) evidenciou melhorias estatisticamente significativas na DMP e na DPSD em comparação com regimes de terapia de exercício não supervisionado, com um aumento que variou entre 180 metros a 240 metros e 150 metros a 200 metros, respetivamente. Além disso, o exercício físico supervisionado demonstrou ser mais eficaz na melhoria dos parâmetros de qualidade de vida quando comparado aos programas não supervisionados. Ao avaliar o efeito de diferentes modalidades de exercício, os resultados não mostraram diferenças significativas na DMP e na DPSD no final do acompanhamento quando comparados à terapia de exercício supervisionado com uma diferença média padronizada de -0,11 (IC 95% ‐0,33 a 0,11; P = 0,32) e ‐0,06 (95% CI ‐0,30 a 0,17; P = 0,59)]. Adicionalmente, a TES foi comparada à revascularização endovascular (RE) em pacientes com doença aorto-ilíaca ou femoropoplítea. Os resultados mostraram que DMP, DPSD e a qualidade de vida aumentaram significativamente em ambos os grupos sem diferenças estatisticamente significativas entre eles (P <0,001). TES demonstrou uma melhoria superior no tempo de caminhada sem dor com uma média de 2,1 minutos (IC 95%, 0,0 a 4,2 minutos, p = 0,04) quando comparado ao grupo RE. Os resultados demonstraram que a combinação de RE com exercício supervisionado teve uma melhoria significativamente maior na DMP, em comparação com pacientes que receberam apenas TES, com uma diferença média entre os dois grupos de 285 metros (IC 99%: 60-505 metros). Além disso, RE juntamente com TES mostrou ter resultados superiores em termos de ganho de qualidade de vida. Conclusão: A terapia de exercícios supervisionados é um tratamento eficaz para claudicação intermitente e deve ser oferecida a todos os pacientes como tratamento de primeira linha, uma vez que melhora significativamente a distância máxima percorrida, o tempo máximo percorrido, a distância percorrida sem dor, os parâmetros de qualidade de vida e reduz o risco de futuros eventos cardiovasculares. Apesar da evidências evidencias quem compravam o benefício dos programas de exercício físico supervisionado como tratamento de primeira linha para a claudicação intermitente, a disponibilidade destes programas está longe de ser ideal e ações devem ser tomadas para que possam estar disponíveis a todos os pacientes com esta sintomatologia.
dc.description.abstractIntroduction: To provide an update review of the current literature regarding supervised exercise therapy as a conditional part of the treatment for patients with IC. Methods: A thorough review and analysis was conducted on Pubmed database with the following query: ("Intermittent claudication"[Mesh]) AND ("exercise therapy"[Mesh] OR "supervised exercise therapy"). One hundred and thirty articles were selected. The research was limited to articles written in English and published as of 2010. Articles that were considered relevant by the author and referenced in the initial database were also included. Primary endpoints were maximum walking distances or maximum walking times while secondary endpoints were pain-free walking distance and quality of life. Results: Increase in maximum walking distance (MWD) ranged from 120 meters to 180 meters in patients that underwent exercise therapy compared to control groups that did not receive exercise therapy. Pain-free walking distance (PFWD) increased from 82 meters to 128 meters in patients that received exercise therapy compared to the no exercise group. Supervised exercise therapy (SET) showed statistically significant improvement in MWD and PFWD compared with non-supervised exercise therapy regimens, with an increase ranging from 180 meters to 240 meters and 150 meters to 200 meters respectively. Additionally, SET was demonstrated to be more effective in improving quality of life (QoL) parameters when compared to unsupervised programs. When evaluating the effect of different exercise modalities, the results showed no clear differences for MWD distance and PFWD at the end of training when compared to supervised exercise therapy with a standardized mean difference of -0.11 (95% CI ‐0.33 to 0.11; P = 0.32) and ‐0.06 (95% CI ‐0.30 to 0.17; P = 0.59)]. Moreover, supervised exercise therapy was compared to endovascular revascularization (ER) in patients with aortoiliac or femoropopliteal disease. The results showed that MWD, PFWD and QoL increased significantly in both groups with no statistically significant differences between them (P<0.001). SET demonstrated a superior improvement in pain-free walking time by a mean of 2.1 minutes (95% CI, 0.0 to 4.2 minutes, p=0.04) when compared to the ER group. Results demonstrated that the combination of endovascular revascularization with supervised exercise had a significantly greater improvement in MWD compared to patients that only received SET with a mean difference between both groups of 285 meters (99% CI: 60-505 meters). In addition, ER plus SET was superior in terms of gain in QoL outcomes. Conclusions: Supervised exercise therapy is an effective treatment for intermittent claudication and should be offered to all patients as first-line treatment since it significantly improves maximum walking distance, maximum walking time, pain-free walking distance, quality of life parameters and reduced the risk for future major cardiovascular events. Despite the robust evidence supporting supervised exercise programs as first-line treatment for intermittent claudication, the availability of these programs is far from optimal and actions should be taken so that they can become available to all patients suffering with intermittent claudication.
dc.language.isoeng
dc.rightsrestrictedAccess
dc.subjectMedicina clínica
dc.subjectClinical medicine
dc.titleIntermittent Claudication: Importance of Supervised Exercise Programme
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Medicina
dc.identifier.doi10.34626/6p9g-v763
dc.identifier.tid202849902
dc.subject.fosCiências médicas e da saúde::Medicina clínica
dc.subject.fosMedical and Health sciences::Clinical medicine
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Medicina
thesis.degree.grantorFaculdade de Medicina
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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