Please use this identifier to cite or link to this item:
https://hdl.handle.net/10216/131389| Author(s): | Miguel Venâncio Lopes Silva |
| Title: | Consciência reprodutiva e ansiedade: o papel moderador do estatuto reprodutivo |
| Issue Date: | 2020-12-11 |
| Description: | O projeto de ter filhos tem vindo a ser cada vez mais adiado nos países desenvolvidos. Em Portugal, em 1992 a idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho era de 25 anos, sendo que em 2019 foi de 30.5 anos. A literatura aponta que o adiamento da gravidez pode dever-se, em parte, à baixa consciência reprodutiva, mais precisamente, acerca do declínio da fertilidade com a idade da mulher. A intenção de engravidar é caracterizada por inúmeras mudanças, uma delas é o aumento da necessidade de informação. A educação para a fertilidade é a solução apontada pela literatura para o estabelecimento de um projeto reprodutivo informado e consciente. Vários estudos têm-se focado na promoção de consciência reprodutiva, no entanto, a disponibilização desta informação poderá estar associada algum aumento do desajustamento psicológico, nomeadamente ansiedade. O presente estudo tem como objetivo testar o papel moderador que o estatuto reprodutivo poderá ter na relação entre a consciência reprodutiva e o ajustamento psicológico. A amostra é constituída por 637 indivíduos, dos quais 433 são do sexo feminino e 204 do sexo masculino, pertencentes a três estatutos reprodutivos: a) Está ativamente a tentar conceber; b) Pretende conceber dentro de 3 anos e c) Pretende conceber num futuro mais distante. Os participantes responderam a um questionário onde eram avaliados a consciência reprodutiva e o ajustamento psicológico, este último constituído pela Perceived Stress Scale e Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS) com subescalas de depressão (HADS-D) e ansiedade(HADS-A). A consciência reprodutiva demonstrou estar positivamente correlacionada com o desajustamento psicológico, mas apenas significativo para os indivíduos do sexo feminino. A análise de moderação do estatuto reprodutivo demonstrou que o estatuto reprodutivo não modera a relação das consciência reprodutiva e ajustamento psicológico. Os resultados obtidos evidenciam a complexidade e subjetividade da transição à parentalidade e salientam a importância de medidas preventivas no que diz respeito a práticas de consciencialização reprodutiva. Discutem-se, ainda, as potencialidades da interpretação da literatura proposta, que incluem, algumas sugestões de fatores a considerar em investigações futuras. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/w4pr-he88 |
| TID identifier: | 202576230 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/131389 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
Files in This Item:
| File | Description | Size | Format | |
|---|---|---|---|---|
| 435329.pdf | Consciência reprodutiva e ansiedade: o papel moderador do estatuto reprodutivo | 490.14 kB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.
