Utilize este identificador para referenciar este registo: https://hdl.handle.net/10216/131002
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Campo DCValorIdioma
dc.creatorInês Neto da Silva
dc.date.accessioned2025-11-11T05:48:34Z-
dc.date.available2025-11-11T05:48:34Z-
dc.date.issued2020-12-10
dc.date.submitted2020-11-10
dc.identifier.othersigarra:433823
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/131002-
dc.descriptionA emancipação das pessoas com diversidade funcional e a liberalização sexual são causas que têm vindo, cada vez mais, a ganhar atenção, tanto social como política. Como tal, a assistência sexual, a sua área de convergência, tem sido progressivamente avançada como resposta às barreiras à expressão sexual por parte das pessoas com diversidade funcional. Deste modo, por forma a colmatar a lacuna de vozes femininas, quer na literatura sobre a sexualidade na diversidade funcional, como no debate sobre a assistência sexual, bem como a escassez de estudos sobre o tema em contexto nacional, este trabalho procurou conhecer as perspetivas das mulheres com diversidade funcional sobre a sua sexualidade e sobre a constituição do serviço de assistência sexual em Portugal. Assim, realizaram-se 13 entrevistas semiestruturadas junto de mulheres com diversidade funcional, que foram sujeitas a uma análise de conteúdo temática, tendo-se verificado cinco temas: "Vida Sexual", "Barreiras", "Estratégias", "Oportunidades" e "Assistência Sexual". Estes foram organizados em torno do conceito central "Cidadania Sexual", já que refletem diferentes faces de como esta é experienciada. Concluiu-se que a sexualidade é uma dimensão relevante na vida das mulheres com diversidade funcional e que, embora se vejam limitadas pelos preconceitos paternalistas associados à diversidade funcional e ao género feminino, estas adotam estratégias com o intuito de acederem à autodeterminação sexual. Percebeu-se também a visão favorável da implementação da assistência sexual em Portugal, com predileção pela modalidade em que a educação sexual e o autoerotismo são assegurados, excluindo-se o acesso ao corpo do/a assistente sexual. Este estudo evidenciou a necessidade de se (re)construir as conceções sociais sobre sexualidade, género, diversidade funcional e, sobretudo, normalidade, que têm obstruído a cidadania sexual das mulheres com diversidade funcional. Deste modo, garantir a sua emancipação plena passa, não só, pela definição legal e implementação da assistência sexual, mas também por uma ação alargada que vise a desmistificação da diversidade funcional e a normalização de alternativas sexuais não-heteronormativas nos currículos educativos, assim como assegurar a sua representatividade positiva, incluindo-as nos mass media.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleSexualidade e assistência sexual: estudo sobre a perspetiva de mulheres com diversidade funcional
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/cagt-9h92
dc.identifier.tid202571920
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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