Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/130990
Author(s): Sara Filipa Louro da Costa
Title: A adaptação psicológica à doença crónica: um estudo comparativo entre a VIH/SIDA e a lesão vertebro medular
Issue Date: 2020-12-04
Description: O principal objetivo desta investigação é o estudo comparativo de indivíduos com infeção de VIH e indivíduos com Lesão Vertebro Medular, no que concerne a variáveis associadas a uma adaptação psicológica positiva à doença crónica. Pretende-se igualmente compreender de que forma a imagem corporal positiva e a dificuldade de regulação emocional interferem com a qualidade de vida desses indivíduos com doença crónica. Trata-se de um estudo descritivo, com uma amostra de 85 adultos, 60 seropositivos, com diagnóstico realizado há pelo menos 6 meses e 25 com Lesão Vertebro Medular. Foram utilizados os seguintes instrumentos: Questionário Sociodemográfico e Clínico, a Escala de Apreciação Corporal (BAS-2), a Escala de Aceitação do Corpo pelos Outros (BAOS), a Escala de Dificuldades de Regulação Emocional (DERS) e a World Health Organization Quality of Life-Bref (WHOQOL-Bref). De uma forma geral, os resultados sugerem a inexistência de diferenças estatisticamente significativas entre as amostras da Lesão Vertebro Medular e de VIH em nenhuma das variáveis em estudo com exceção da dimensão da qualidade de vida física. Além disso, verifica-se que a imagem corporal positiva se associa positivamente e a dificuldade de regulação emocional negativamente à qualidade de vida. Os modelos preditores da qualidade de vida apresentaram todos valores significativos, explicados pelas variáveis em que se observou a associação, observando-se 23,6% da variância no domínio geral, 55,2% no psicológico, 13,2% nas relações sociais e 18,4% no ambiente. Foi ainda realizado um modelo preditor para a qualidade de vida física apenas na amostra de VIH, obtendo-se um modelo significativo com 38,2% de variância explicado pela aceitação do corpo pelos outros e dificuldade de regulação emocional. Assim, salienta-se também a influência da imagem corporal positiva, da regulação emocional, da escolaridade e da duração da doença na perceção de qualidade de vida relacionada à saúde dos doentes crónicos para as restantes dimensões da qualidade de vida. Constatou-se que a qualidade de vida física é significativamente pior para os doentes com LVM pelas limitações funcionais evidentes mais presentes nessa patologia, não afetando, contudo, a perceção da qualidade de vida geral e nas restantes dimensões comparativamente ao VIH.
Subject: Psicologia
Psychology
Scientific areas: Ciências sociais::Psicologia
Social sciences::Psychology
TID identifier: 202557421
URI: https://hdl.handle.net/10216/130990
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

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