Utilize este identificador para referenciar este registo: https://hdl.handle.net/10216/130975
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dc.creatorAna Rita Henriques Meira
dc.date.accessioned2025-11-12T06:44:09Z-
dc.date.available2025-11-12T06:44:09Z-
dc.date.issued2020-12-11
dc.date.submitted2020-12-09
dc.identifier.othersigarra:433820
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/130975-
dc.descriptionNos últimos anos, os conteúdos pornográficos, amadores ou emanados da indústria pornográfica, foram dos mais desenvolvidos, partilhados e procurados na Internet. A pornografia é, hoje, produzida e partilhada em diferentes suportes e representações, e também em chats e outras plataformas de partilha de conteúdos em tempo real, ou ao vivo, graças a condições particulares que a Internet veio propiciar. São visionados e partilhados online conteúdos pornográficos genéricos, mas também conteúdos desviantes e criminais, como a pornografia de adultos envolvendo atos não consensuais e a pornografia envolvendo menores de idade, um crime muito grave que tem exigido a criação de forças policiais e meios de investigação criminal altamente especializados e o desenvolvimento de redes de apoio às crianças vítimas. Por tudo isto, a pornografia, sobretudo a pornografia infantil, tem suscitado inúmeros debates, não só por parte da sociedade em geral, mas também da comunidade académica, sendo já vasta a produção científica internacional sobre este fenómeno. Em Portugal, porém, é ainda escassa a investigação neste domínio. O presente estudo procurou, assim, colmatar essas lacunas de conhecimento, procurando caracterizar padrões e trajetórias de consumo de diferentes tipos de pornografia (regularidade, tipo de pornografia, motivações para o uso, etc.), incluindo pornografia que envolva menores de idade, numa amostra não forense. Os dados foram recolhidos através do preenchimento de um questionário, construído especificamente para este estudo, e aplicado online. A amostra final deste estudo é constituída por 335 sujeitos, sendo 223 do sexo feminino e 109 do sexo masculino, com uma média de idades de 29 anos. Foi possível verificar que a maioria dos inquiridos já consumiu pornografia, pelo menos uma vez na vida (81.8%), sendo que a maioria o fez antes dos 18 anos, com uma média de idades para a primeira visualização de 16 anos. Paralelamente, um terço da amostra revelou já ter tido contacto, mesmo que acidentalmente, com pornografia infantil, o que constitui um importante sinal de alerta para os riscos associados ao uso da Internet e para a facilidade com que, atualmente, se pode encontrar estes conteúdos ilícitos e abusivos. Este é um dos dados que consideramos mais importantes no nosso estudo e que nos levará a aprofundar esta questão em estudos futuros. Foram encontradas algumas associações estatísticas para as variáveis sexo e idade.
dc.language.isopor
dc.rightsrestrictedAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleDa pornografia "genérica" à pornografia infantil: trajetórias e padrões de consumo autorrevelados
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/knde-yp75
dc.identifier.tid202572048
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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