Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/130939
Full metadata record
DC FieldValueLanguage
dc.creatorMarta Sofia Barros da Costa
dc.date.accessioned2025-11-06T17:42:56Z-
dc.date.available2025-11-06T17:42:56Z-
dc.date.issued2020-12-10
dc.date.submitted2020-11-10
dc.identifier.othersigarra:433777
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/130939-
dc.descriptionEsta dissertação de mestrado procura compreender como é que ocorre a construção identitária de mulheres trans que exercem trabalho sexual. Para isso procurou-se perceber de que forma ocorre a construção identitária de mulheres trans que exercem ou exerceram trabalho sexual, como é que esta construção identitária é percecionada e vivenciada pelas participantes e de que forma é que o trabalho sexual contribui para a construção de identidades trans. Para concretizar estes objetivos, realizaram-se cinco entrevistas semiestruturadas, a pessoas que se identificaram como mulheres trans e que realizem ou tenham realizado trabalho sexual em Portugal. Procedeu-se à análise dos dados, seguindo as orientações de Virginia Braun e Victoria Clarke (2006, 2013, 2018), partindo de um paradigma construcionista, transfeminista e interseccional. Isto implica que perspetivamos a identidade como construída socialmente, e autodeterminada, e as pessoas que exercem trabalho sexual como portadoras de agência. Da análise dos dados recolhidos emergiram três temas, "a imagem corporal", "ser-se trans: conceções transfóbicas e multiplicar de opressões" e "construir-se no contexto do trabalho sexual". Estes três temas organizam-se em torno dos desafios de se ser trans e trabalhadora do sexo. Entre as principais conclusões desta investigação destaca-se o corpo como afirmação identitária, os percursos marcados pela transfobia e cissexismo em diferentes medidas, variabilidade de motivações para a entrada no trabalho sexual e a forma como o atual quadro legislativo, acerca do trabalho sexual, coloca estas pessoas em situações precárias face a crises como a pandemia COVID-19. Com esta dissertação procuramos desconstruir a associação das transexualidades ao exercício de trabalho sexual. Considerando que o trabalho sexual é apenas uma escolha possível e legítima para quem o escolhe. Conscientes de que vivemos numa sociedade transfóbica e que não reconhece o trabalho sexual como uma atividade laboral, procuramos explicitar a importância de uma transformação social. Quando se é trans e trabalhador/a do sexo, é-se colocado numa situação de maior vulnerabilidade. Vulnerabilidades essas que, também, advém do atual quadro legislativo referente ao trabalho sexual.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.title(Des)construção das identidades de mulheres trans trabalhadoras do sexo em Portugal
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/t47q-cj90
dc.identifier.tid202572013
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
433777.pdf(Des)construção das identidades de mulheres trans trabalhadoras do sexo em Portugal719.55 kBAdobe PDFThumbnail
View/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.