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https://hdl.handle.net/10216/130897| Author(s): | Ana Beatriz Azevedo Farah |
| Title: | Mãos que (re)criam: grupos de tricô como contextos de educação comunitária e empoderamento de mulheres |
| Issue Date: | 2020-12-10 |
| Description: | Embora o tricô seja uma arte milenar, e apesar de haver um número expressivo de pesquisas sobre o tricô no campo da produção têxtil, no qual o tricô é visto como produto, há relativamente poucos estudos sobre o processo de tricotar manual, principalmente no contexto português. Dessa maneira, o enfoque dessa investigação é ouvir as mulheres que tricotam em grupo e poder compreender qual a importância que tanto o tricô, quanto o grupo, apresentam nas suas vidas. Assim, foi formulada a seguinte pergunta inicial: "Qual a importância do grupo, das partilhas e das atividades expressivas na vida das mulheres, e como estes podem ser considerados como educação comunitária, além de contribuir para o empoderamento pessoal de cada uma delas?" Com o objetivo de encontrar as respostas para essa pergunta, foi realizado um estudo de qualitativo fenomenológico interpretativo. O instrumento de recolha foi a entrevista semi-estruturadas online, com nove participantes de idades entre vinte e dois anos e sessenta anos, sendo que todas realizam atividades manuais e participam de grupos de tricô. As entrevistas foram transcritas na íntegra e, para preservar a identidade das participantes, os seus nomes foram alterados e omitida toda a informação que facilitasse a sua identificação delas. Para análise dos dados foi usada a análise temática. A análise temática realizada revela que o tricô apresenta uma grande importância na vida das participantes, promovendo bem-estar e relaxamento. Nos grupos de tricô acontecem partilhas de técnicas, de conhecimentos, ligados ao processo de tricotar, mas também de experiências pessoais, sendo um local de convívio de pessoas, na sua grande maioria mulheres. Como não há uma pessoa responsável pelos ensinamentos, todas ensinam e aprendem mutuamente, remetendo ao conceito de educação comunitária. Embora seja um grupo de mulheres capazes de transformar um fio em malha, a maioria das participantes não se reconhece como uma mulher empoderada, nem o grupo como uma possível forma de resistência contra as dificuldades que as mulheres encontram no dia-a-dia. |
| Subject: | Ciências da educação Educational sciences |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Ciências da educação Social sciences::Educational sciences |
| DOI: | 10.34626/zbqb-jj92 |
| TID identifier: | 202556972 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/130897 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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