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https://hdl.handle.net/10216/130895| Author(s): | Maria Brandão da Silva Gregório |
| Title: | Representações sobre a violência nas relações íntimas: análise de comentários na imprensa online |
| Issue Date: | 2020-12-09 |
| Description: | A violência nas relações íntimas (VRI) é, atualmente, objeto de elevado interesse social, político e científico, em virtude das mudanças sociais ocorridas nas últimas décadas, da sua crescente visibilidade e condenação social, assim como das sucessivas transfigurações do fenómeno, designadamente as relacionadas com a evolução da igualdade de género. A alteração nas representações sociais da VRI e da violência doméstica (VD), desde a sua visão como uma prática natural inscrita nas relações íntimas, até à sua criminalização e condenação social, reflete bem a natureza socialmente construída e dinâmica destes fenómenos. A forma como a sociedade representa esta realidade tem implicações práticas diversas, dada a relação entre as conceções dos indivíduos sobre a VRI e a perpetuação da mesma. A presente investigação visa identificar e compreender as representações de leitores nacionais de notícias online acerca do fenómeno da VRI em casais heterossexuais. Para este efeito, recorreu-se à análise qualitativa de 4636 comentários redigidos por leitores em 57 publicações de dois jornais online portugueses - Correio da Manhã e Expresso - divulgadas nas respetivas páginas da rede social Facebook durante o ano de 2019. A análise dos comentários permitiu aferir as reações dos leitores às notícias que retratam situações de VRI, as conceções destes sobre o fenómeno e as explicações que apontam para a sua perpetração e manutenção, assim como as suas consequências. Os resultados demonstram que, em geral, estes leitores condenam a prática da VRI, exibem sentimentos de revolta face à manutenção deste problema social, apontam para a ineficácia das medidas políticas e sociais de combate a este fenómeno atualmente em vigor em Portugal, propondo soluções que vão desde o nível individual até ao sociocultural e sociopolítico. Contudo, verifica-se que existe ainda um forte desconhecimento e desinformação sobre as dinâmicas da VRI, o que se traduz: (i) numa elevada negação da ocorrência de violência e suspeição face à revelação do fenómeno; (ii) em posições e representações diferentes da violência, em função do género da vítima, fundamentadas principalmente em estereótipos de género; (iii) em explicações intraindividuais, reducionistas, que responsabilizam as vítimas pelas agressões a que foram sujeitas. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/pry6-n758 |
| TID identifier: | 202571963 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/130895 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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