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https://hdl.handle.net/10216/130710| Author(s): | Cátia Filipa Carvalhal Leite |
| Title: | Maus-tratos infantis e delinquência juvenil: a experiência de múltiplos tipos de maus-tratos |
| Issue Date: | 2020-11-27 |
| Description: | Pesquisas anteriores enfatizam o papel fundamental da família na delinquência juvenil, sendo considerada uma das variáveis mais pertinentes no estudo do fenómeno, pois, inúmeras vezes, é no seio familiar que as crianças, experienciam ou contactam pela primeira vez com a violência. A maioria das vítimas de abuso infantil experimentou mais de um tipo de maus-tratos, contudo, a maioria das investigações tem apenas em conta o facto de o sujeito ser alvo de um tipo de violência, descurando a compreensão do impacto de combinações específicas de tipos de maus-tratos. Este estudo teve como objetivo principal verificar a relação entre a experiência de múltiplos tipos de maus-tratos na infância, nomeadamente, violência sofrida (abuso físico e emocional) e violência observada (testemunho de violência doméstica) e a delinquência juvenil e, simultaneamente, as diferenças por género nesta relação. A presente a amostra compreendia 571 adolescentes, 295 do sexo masculino e 276 do sexo feminino, com idade média de 15.65 anos, DP = 1.85. O questionário utilizado estava dividido em 3 secções: uma primeira, relacionada com dados sociodemográficos dos participantes e com a família; uma segunda, que compreendia questões destinadas a medir a violência sofrida e comportamentos de suporte e atitudes positivas, através da The Exposure to Abusive and Supportive Environments Parenting Inventory (EASE - PI; Nicholas e Bieber, 1997) e questões destinadas a medir a violência observada através da The Conflict Tatics Scale (CTS; Strauss et al.,1979,1990, 1998); e, uma ultima secção, com questões destinadas a medir a delinquência juvenil através do instrumento de autorrelato Cuestionário de Conductas Antisociales (CCA; Mirón 1992). Os resultados demonstraram que crianças expostas a maus-tratos diretos (violência física ou emocional) ou a maus-tratos indiretos (testemunhar violência doméstica) na infância, tendem a adotar níveis mais elevados de delinquência na adolescência. Verificou-se ainda que crianças expostas a dupla exposição - violência direta e indireta - adotam níveis mais elevados de comportamento delinquente, quando comparado com sujeitos que sofreram de um só tipo. Ademais, verificamos que os jovens do sexo masculino surgem como os mais propensos para adotar comportamentos delinquentes, contudo, os resultados sugerem também que os maus-tratos predizem mais fortemente a delinquência nas jovens do sexo feminino que sofreram de maus-tratos diretamente além de testemunharem atos de violência entre os seus progenitores/cuidadores. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/jwvs-e228 |
| TID identifier: | 202554775 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/130710 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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| 432839.pdf | Maus-tratos infantis e delinquência juvenil: a experiência de múltiplos tipos de maus-tratos | 2.31 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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