Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/130438
Author(s): Elcimar Alves Silva
Title: Solidão, satisfação com a vida, vontade de viver e saúde mental: um estudo comparativo entre idosos institucionalizados e idosos não institucionalizados
Issue Date: 2020-10-28
Description: O envelhecimento populacional tornou-se uma realidade cada vez mais evidente e vem alterando a forma demográfica em muitos países. Apesar deste fenómeno ser visto como uma grande conquista e progresso da humanidade, devido aos efeitos da melhoria das condições de vida da população, há outros fatores que devem ser considerados neste novo contexto de envelhecimento. As condições materiais de vida, saúde e bem-estar, isolamento familiar e social, entre outros temas, chamam cada vez mais a atenção das áreas científicas. Estas mudanças exigem capacidades de adaptação que ocorrem de forma diferente para cada indivíduo, que reagirá de acordo com os recursos disponíveis e em potenciais. Sendo assim, os idosos devem ser vistos por uma perspetiva heterogênea, livres de estereótipos negativos e discriminatórios. Não obstantes às mudanças sóciodemográficas, dificuldades económicas, somadas ao preconceito e desvalorização, verifica-se um aumento das dificuldades de alguns idosos em permanecerem no meio familiar e social. A família que antes era a principal responsável pelo cuidado dos idosos, hoje transfere estes cuidados para instituições específicas. Apesar das instituições terem um papel vital para a organização e funcionamento da sociedade, na prática muitas destas instituições não atingem estes propósitos. O objetivo desta investigação foi analisar se o contexto habitacional influencia o bem-estar subjetivo dos idosos. Especificamente, analisar a relação entre a solidão, à satisfação com a vida, vontade de viver e saúde mental. O presente estudo utilizou o método quantitativo, descritivo, comparativo transversal e foram avaliados dois grupos: o primeiro grupo com 60 participantes institucionalizados e o segundo grupo com 60 participantes não institucionalizados da região do grande Porto em Portugal. A regra para inclusão no estudo foi ter 65 anos ou mais e não ter complicações mentais graves. Os resultados da pesquisa mostraram idosos institucionalizados com maiores níveis de solidão, menores níveis de satisfação com a vida e de vontade de viver, maiores níveis de depressão e stress em comparação aos idosos que viviam na comunidade. Concluímos neste estudo que a institucionalização pode ser um fator negativo na vida dos idosos institucionalizados em comparação aos idosos que vivem na comunidade. E estudo vai ao encontro da literatura que postula a institucionalização não atinge seus objetivos de bem- estar e saúde subjetiva nos lares devido a vários fatores. Às perdas, isolamento, distanciamento social, pouca comunicação e interação e carência afetiva impactam de forma direta e negativa o bem-estar dos idosos.
Subject: Psicologia
Psychology
Scientific areas: Ciências sociais::Psicologia
Social sciences::Psychology
DOI: 10.34626/v6tp-ya29
TID identifier: 202554430
URI: https://hdl.handle.net/10216/130438
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

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