Utilize este identificador para referenciar este registo: https://hdl.handle.net/10216/129358
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dc.creatorMariana Catarina Martins Pinto
dc.date.accessioned2025-11-06T02:52:25Z-
dc.date.available2025-11-06T02:52:25Z-
dc.date.issued2020-07-22
dc.date.submitted2020-06-22
dc.identifier.othersigarra:422609
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/129358-
dc.descriptionO stress ocupacional é um fenómeno que pode ser encarado e interpretado como uma experiência coletiva (Peiró, 2001). Partindo do pressuposto de que os bombeiros têm uma das profissões mais suscetíveis ao desenvolvimento de stress ocupacional (Murta & Tróccoli, 2007) e tendo em consideração que as EIP são equipas de trabalho constituídas por bombeiros, pretende-se explorar e descrever o stress ocupacional coletivo percecionado por estes profissionais no contexto destas equipas. Considerando uma perspetiva multinível no estudo do stress ocupacional, optou-se pela utilização do modelo holístico de stress (Nelson & Simmons, 2003; Nelson & Simmons, 2011; Simmons & Nelson, 2007), que representa a abordagem individual desta temática, e dos estudos sobre a vivência coletiva das equipas de trabalho em relação ao fenómeno em estudo. Através de um estudo de caso múltiplo embutido (Yin, 2018), procurou-se considerando duas EIP: (1) Identificar as principais fontes de stress ocupacional coletivo nas EIP; (2) Analisar as estratégias utilizadas pelos bombeiros nas EIP para lidar com o stress ocupacional; e (3) Compreender as consequências do stress ocupacional coletivo para os bombeiros nestas equipas. As informações recolhidas pela técnica de entrevista semiestruturada foram posteriormente sujeitas à análise de conteúdo temática (Bardin, 2014), com recurso ao software NVivo 12 (QSR). Os resultados indicam que o stress ocupacional coletivo é vivenciado pelos elementos das EIP participantes do estudo, sendo predominantes nas duas equipas as respostas de distress. As condições de trabalho e o reconhecimento pelo trabalho desempenhado, principalmente por parte dos colegas de equipa/profissão, formam as fontes de distress e eustress, respetivamente, mais referidos pelos participantes da EIP1 e da EIP2. Verificou-se ainda que, nas duas equipas os bombeiros recorrem principalmente a estratégias de coping focadas nas emoções para lidar com as situações de distress. Além disso, são referenciadas essencialmente consequências negativas da vivência coletiva de stress ocupacional nomeadamente, a deterioração da qualidade dos serviços prestados. Contudo, apesar da satisfação pelo trabalho desempenhado ser a única consequência positiva, foi mencionada por todos os bombeiros das duas EIP o que evidencia a sua importância para o coletivo. Estes resultados podem constituir o ponto de partida para estudos futuros acerca do stress ocupacional coletivo em diversas equipas de trabalho e dos seus efeitos na saúde e bem-estar dos trabalhadores que as constituem.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleStress ocupacional em equipas de intervenção permanente (EIP): uma vivência coletiva
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/mffq-5d05
dc.identifier.tid202511529
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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