Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/128859
Author(s): Inês Meira da Cunha Pereira
Title: The Impact of Obesity on Cardiac Function and Morphology in Aortic Stenosis
Issue Date: 2020-06-02
Abstract: Introduction and objectives: It is known that obesity can directly affect cardiac structure and function, leading to an entity recently described as "obesity cardiomyopathy". Several pathophysiological mechanisms can be involved in this association, such as hemodynamic changes, endocrine effects (through the secretion of adipokines) and paracrine effects related with epicardial fat. In this study, we aimed to evaluate the effect of several adipose tissue parameters on cardiac function and structure in patients with severe aortic stenosis. Methods: We prospectively evaluated a cohort of patients with severe aortic stenosis referred to cardiac surgery (EPICHEART study). Body weight and height were measured to derive body mass index (BMI) and body composition (% fat mass) was determined using bioelectrical impedance analysis. Epicardial fat volume was evaluated using thoracic multidetector CT (SyngoVolume, Siemens Medical Solutions®) and visceral, subcutaneous and total abdominal fat were evaluated by a single-slice abdominal CT at the level of L4-L5. Echocardiography was prospectively performed to analyze cardiac structure (left atrial volume index; left ventricular volumes; left ventricular mass), systolic (Simpson ejection fraction, S' velocity) and diastolic function (E/A ratio; E' velocities; E/E' ratio). In a subset of 145 patients, left atrial function was assessed by speckle-tracking using Velocity Vector Imaging (VVI) software (syngo VVI 2.0, Siemens Medical Solutions USA, Inc) to determine peak LA strain (PALS), peak strain before atrial contraction (PACS), LA passive emptying strain. Results: The final analysis included 272 participants (75,5±8,4 years old, 50% males). Seventy-six patients were obese and 110 were overweight. Overall, patients with higher weight had increased septum and posterior wall thickness and an increased left ventricular mass and volume (ρ=0.274, p <0.001, ρ=0.208, p <0.01, ρ=0,466, p<0,01, ρ=0,231, p=0,048, respectively). We found no significant correlation between adipose tissue parameters, including epicardial fat or visceral abdominal fat, with systolic function (correlation between BMI and Ejection fraction (EF) ρ= 0,040, p=0,59; correlation between EFV and EF ρ=- 0,003, p=0,96; correlation between VAF and EF ρ= 0,043, p=0,58). Regarding the effects of obesity on diastolic function there was no significant association between adipose tissue tissue parameters and diastolic function (correlation between BMI and E/E' ratio ρ= 0,120, p=0,23; correlation between EFV and E/E' ρ=0,173, p=0,10; correlation between VAF and E/E' ratio ρ=-0,054, p=0,61). Although we observed that patients with increased waist circumference and higher epicardial fat volume had an increased LA area (20,65 to 23,12 cm2, p<0,01; 20,88 to 23,78 cm2, p=0,039, respectively), adipose tissue parameters did not influence LA function (reservoir, conduit or pump function) assessed by speckle-tracking Conclusions: Contrary to what has been observed in other populations, in patients with severe aortic stenosis we did not observe a significant effect of adipose tissue parameters, including epicardial fat, in cardiac structure or systolic/diastolic function. LA function assessed by speckle tracking analysis also did not correlate with adipose tissue. Therefore, it is likely that, in patients with severe aortic stenosis, the impact of increased post-load in cardiac structure and function off-sets the effect of adipose tissue in heart remodeling.
Description: Introdução e Objetivos: A Obesidade pode afetar diretamente a estrutura e função cardíacas, levando a uma entidade descrita como "cardiomiopatia da obesidade". Vários mecanismos fisiopatológicos podem estar envolvidos nesta associação, tais como alterações hemodinâmicas, efeitos endócrinos (através da secreção de adipocinas) e efeitos parácrinos, relacionados com a gordura epicárdica. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de diversos parâmetros de adiposidade na função e estrutura cardíaca, em doentes com estenose aórtica. Métodos: Neste estudo, foi avaliada uma coorte de doentes com estenose aórtica grave referenciados para cirurgia cardíaca (EPICHEART study). Foi avaliado o peso e altura dos doentes, de modo a calcular o índice de massa corporal (IMC); foi também avaliada a composição corporal (% massa gorda) através da análise de bioimpedância. O volume de gordura epicárdica foi analisado através de TC torácica multidetetores (SyngoVolume, Siemens Medical Solutions®); a gordura abdominal visceral, subcutânea e total foi avaliada por TC, com um corte ao nível de L4-L5. Os doentes foram submetidos a ecocardiografia para avaliar a estrutura cardíaca (volume indexado da aurícula esquerda, volumes ventriculares esquerdos, massa do ventrículo esquerdo), a função sistólica (fração de ejeção, velocidade S') e função diastólica (ratio E/A, velocidades E', rácio E/E'). Num subgrupo de 145 doentes, foi avaliada a função da aurícula esquerda por speckle-tracking, tendo sido utilizado o software Velocity Vector Imaging (VVI) (syngo VVI 2.0, Siemens Medical Solutions USA, Inc) para determinar o peak LA strain (PALS), peak strain before atrial contraction (PACS), LA passive emptying strain. Resultados: A análise final incluiu 272 participantes (75,5±8,4 anos de idade, 50% sexo masculino). Setenta e seis doentes eram obesos e 110 apresentavam excesso de peso. No geral, doentes mais pesados apresentavam maior espessura do septo e da parede posterior, tal como maior massa e volumes ventriculares, comparativamente com doentes menos pesados (ρ=0.274, p <0.001, ρ=0.208, p <0.01, ρ=0,466, p<0,01, ρ=0,231, p=0,048, respetivamente). Não foi encontrada relação significativa entre os parâmetros de adiposidade, incluindo gordura epicárdica ou visceral abdominal, e a função sistólica (correlação entre IMC e fração de ejeção (FE) ρ= 0,040, p=0,59; correlação entre volume de gordura epicárdica e FE ρ=- 0,003, p=0,96; correlação entre gordura abdominal visceral e FE ρ= 0,043, p=0,58). No que diz respeito ao efeito da obesidade na função diastólica, não foi encontrada nenhuma associação entre os parâmetros de adiposidade e a função diastólica (correlação entre IMC e rácio E/E' ρ= 0,120, p=0,23; correlação entre volume de gordura epicárdica e rácio E/E' ρ=0,173, p=0,10; correlação entre gordura abdominal visceral e rácio E/E' ρ=-0,054, p=0,61). Apesar de se ter observado que doentes com perímetro abdominal superior e com maior volume de gordura epicárdica apresentavam aurícula esquerda com área aumentada (20,65 para 23,12 cm2, p<0,01; 20,88 para 23,78 cm2, p=0,039, respetivamente), os parâmetros de adiposidade não tiveram influência na função da aurícula esquerda (nomeadamente nas funções de reserva, de "conduto" ou de bomba), avaliada por speckle-tracking. Conclusão: Contrariamente ao observado noutras populações, em doentes com estenose aórtica severa não se observou um efeito significativo dos parâmetros de adiposidade na estrutura e função cardíacas. A função auricular, avaliada por speckle tracking, também não mostrou correlacionar-se com a quantidade de tecido adiposo. Desta forma, é provável que, em doentes com estenose aórtica severa, o impacto do aumento da pós-carga na estrutura e função cardíaca se sobreponha ao efeito da adiposidade na remodelação cardíaca.
Subject: Ciências médicas e da saúde
Medical and Health sciences
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde
Medical and Health sciences
DOI: 10.34626/rztv-7m56
TID identifier: 202613755
URI: https://hdl.handle.net/10216/128859
Document Type: Dissertação
Rights: restrictedAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
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