Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/128809
Author(s): Maria Luísa de Barros e Castro de Faria Ferreira
Title: Effectiveness of endoscopic resection of colonic lesions > 20mm
Issue Date: 2020-06-22
Abstract: Background and aims Endoscopic removal of large colonic lesions (>20mm) is technically more demanding and should be attempted by experienced endoscopists. Furthermore, larger lesions have a higher risk of invasive carcinoma. In cases suspicious for submucosal invasion, en bloc resection is mandatory to ensure a "curative" endoscopic resection. En bloc resection of larger lesions with endoscopic mucosal resection (EMR) or polipectomy is often unfeasible. An alternative method is endoscopic submucosal dissection (ESD), which is associated with longer learning curves, longer procedure times and higher complication rates. Our aim is to evaluate the effectiveness and safety of endoscopic resection techniques for the treatment of colonic lesions >20mm. Methods A retrospective analysis was conducted in a tertiary center. All colonic lesions >20mm removed between January 2013 and December 2017 were selected from a colonoscopy database. Patients with previous colorectal malignancy or surgery were excluded. Data was collected from clinical records and endoscopic and histopathological reports. Results We included 370 colorectal lesions >20mm removed endoscopically: 97 (26%) pedunculated (Ip) and 273 (74%) were non-pedunculated. Median lesion size was 25 mm (range 20-130 mm). Most lesions (n=239, 65%) were in the left colon and 343 (93%) were conventional adenomas. Most non-pedunculated lesions were removed by EMR (n=259, 95%) and 14 (5%) by ESD. Complication rate was 3% (9 cases of delayed bleeding, all managed conservatively/endoscopically, and 1 case of delayed perforation after ESD, with need of surgery). Endoscopic resection was effective in 98% (n=95) of standard polypectomies, 88% (n=228) of EMRs and 64% (n=9) of ESDs. There were 11 cases (3%) on incomplete resection: 1 (1%) after standard polipectomy, 9 (3%) EMR procedures and 1 (7%) ESD procedure. Of the completely removed lesions, 38 (10%) had submucosal invasion and 27 (7%) had high risk criteria. Of the high-risk malignant lesions, in 5 (1%) the only criterium was indeterminate margins: 1 fragmented standard polypectomy, 3 fragmented EMRs and 1 inadvertently fragmented ESD. Recurrence rate for fragmented EMR was 23% (n=36). There was a tendency for higher recurrence rate when ablation of the mucosectomy defect was performed (29 vs 18%, p=0.09). Ablation of the mucosectomy defect was also associated with higher risk of late bleeding (6 vs 1%, p=0.04). Discussion/Conclusion In our series, EMR effectively treated 88% of non-pedunculated colorectal lesions (and 91% of those with complete resection) with acceptable complication and recurrence rates; only 3 lesions would have benefited from ESD (ie, 1 in 86). Of the 273 flat or sessile lesions removed, only 4 (1%) were low-risk malignant polyps and would mandate en bloc resection for endoscopic cure. EMR is a simpler, faster and safer procedure that appears appropriate for the vast majority of colorectal lesions. Careful lesion inspection and characterization is mandatory to select those which benefit from en bloc resection with ESD.
Description: Introdução e objetivos A exérese endoscópica de lesões colorretais grandes (>20mm) é exigente tecnicamente, devendo ser realizada por endoscopistas experientes. Adicionalmente, lesões maiores têm um maior risco de carcinoma invasor. Em situações suspeitas de invasão da submucosa é obrigatória a exérese em bloco, de forma a assegurar uma exérese endoscópica "curativa". A exérese em bloco de lesões de grandes dimensões é frequentemente impossível através da resseção endoscópica da mucosa (endoscopic mucosal resection, EMR) ou polipectomia. Um método alternativo é a disseção endoscópica da submucosa (endoscopic submucosal dissection, ESD), que se associa a uma curva de aprendizagem mais longa, maior tempo de procedimento, assim como maior taxa de complicações. O nosso objetivo é avaliar a efetividade e segurança das técnicas de remoção endoscópica no tratamento de lesões do colon >20mm. Métodos Estudo retrospetivo realizado num centro terciário. Todas as lesões cólicas >20mm removidas entre janeiro 2013 e dezembro 2017 foram selecionadas da base de dados das colonoscopias. Pacientes com neoplasias malignas ou cirurgias colorretais prévias foram excluídos. Os dados foram recolhidos a partir de registos clínicos, relatórios endoscópicos e histopatológicos. Resultados Foram incluídas 370 lesões colorretais >20mm removidas endoscopicamente: 97 (26%) pediculadas (Ip) e 273 (74%) não pediculadas. O tamanho médio das lesões foi 25 mm (20-130 mm). A maioria das lesões (n=239, 65%) encontravam-se no cólon esquerdo e 343 (93%) eram adenomas convencionais. A maioria das lesões não pediculadas foram removidas por EMR (n=259, 95%) e 14 (5%) por ESD. A taxa de complicação foi de 3% (9 casos de hemorragia tardia, todos tratados conservadoramente/endoscopicamente, e 1 caso de perfuração tardia após ESD, com necessidade de cirurgia). A resseção endoscópica foi eficaz em 98% (n=95) das polipectomias standard, 88% (n=228) das EMRs e 64% (n=9) das ESDs. Verificaram-se 11 casos (3%) de resseção incompleta: 1 (1%) após polipectomia standard, 9 (3%) após EMR e 1 (7%) após ESD. Das lesões removidas completamente, 38 (10%) tinham invasão submucosa e 27 (7%) tinham critérios de alto risco. Das lesões malignas de alto risco, em 5 (1%) o único critério foi margens indeterminadas: 1 polipectomia standard fragmentada, 3 EMRs fragmentadas e 1 ESD inadvertidamente fragmentada. A taxa de recorrência para EMR fragmentada foi 23% (n=36). Verificou-se uma tendência para maior taxa de recorrência quando realizada ablação da escara (29 vs 18%, p=0.09), que também se associou a um maior risco de hemorragia tardia (6 vs 1%, p=0.04). Discussão/ Conclusão No nosso estudo, a EMR tratou de forma eficaz 88% das lesões colorretais não pediculadas (91% das mesmas com resseção completa) com taxas de complicação e recorrência aceitáveis; apenas 3 lesões beneficiariam de ESD (1 em 86). Das 273 lesões planas ou sésseis removidas, apenas 4 (1%) eram lesões malignas de baixo risco e beneficiariam de exérese em bloco para obter cura endoscópica. EMR é um procedimento simples, rápido e seguro, que é apropriado para a maioria das lesões colorretais. É necessária uma cuidadosa inspeção e caracterização das lesões para selecionar aquelas que beneficiam de exérese em bloco com ESD.
Subject: Medicina clínica
Clinical medicine
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde::Medicina clínica
Medical and Health sciences::Clinical medicine
DOI: 10.34626/3f6t-xk04
TID identifier: 202616010
URI: https://hdl.handle.net/10216/128809
Document Type: Dissertação
Rights: restrictedAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
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