Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/123915
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dc.creatorJoana Cristina da Costa Fonseca
dc.date.accessioned2025-11-04T22:55:11Z-
dc.date.available2025-11-04T22:55:11Z-
dc.date.issued2019-11-15
dc.date.submitted2019-11-19
dc.identifier.othersigarra:365489
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/123915-
dc.descriptionEsta investigação encontra-se inserida no projeto europeu Drug Use Recovery, Environment and Social Subjectivity (DURESS), financiado pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), que tem como objetivo compreender a influência dos fatores contextuais na recuperação do uso de substâncias ilícitas, recorrendo à metodologia qualitativa e valorizando as perspetivas das pessoas que vivem o fenómeno. O presente estudo foca-se apenas num fator contextual, o estigma, e tem como principal objetivo compreender a sua influência na recuperação. Para isto, ouvimos as opiniões, perspetivas e experiências de 18 pessoas residentes no distrito do Porto e inseridos num programa de substituição opiácea acerca dos seus percursos de recuperação e da influência do estigma nos mesmos, em que contextos é que emerge e quais as potenciais soluções para lidar com este fenómeno. A estratégia metodológica utilizada foram os diários de saúde, que foram escritos, em média, durante 7 meses. Os dados foram analisados através de uma análise de conteúdo categorial temática. Os resultados demonstram que existem vários motivos para o estigma, sendo o uso de substâncias ilícitas o mais mencionado, e que o estigma está presente em diversos contextos de vida, sendo estes: sociedade; autoridades; cuidados de saúde; técnicos; família; relações proximais; trabalho; mercado da droga; e zona residencial. Ademais, o estigma internalizado é mencionado por um grande número de sujeitos. Os resultados sugerem, também, que o estigma tem um impacto negativo na recuperação, evidenciando- se a sua relação com a permanência no tratamento, com a vontade e a frequência dos consumos, o impacto emocional negativo, o isolamento, a reintegração, e o bem-estar geral. São, ainda, reportados resultados relativos à manipulação da identidade, e referentes a potenciais soluções para diminuir o estigma. Em suma, sugere-se que estigma é um fator contextual com influência na vida e no percurso de recuperação, devendo, por isso, ser tido em conta no desenho das intervenções e das políticas de drogas.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.title"É um rótulo que fica para a vida toda": o papel do estigma na recuperação da dependência de substâncias psicoativas ilícitas
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/gnm1-cj13
dc.identifier.tid202311970
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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