Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/123838
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dc.creatorSara Martins Ribeiro
dc.date.accessioned2025-11-12T19:32:16Z-
dc.date.available2025-11-12T19:32:16Z-
dc.date.issued2019-11-11
dc.date.submitted2019-11-18
dc.identifier.othersigarra:365187
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/123838-
dc.descriptionNo que concerne ao tema da adoção, a maioria dos estudos centra-se na fase da pré- adoção, existindo uma lacuna notória nos estudos acerca do processo na pós-adoção. Os estudos realizados com crianças adotadas defendem que estas, ao chegar à família adotiva, apresentam atrasos muito vincados em diversos domínios do desenvolvimento devido, quer às experiências adversas vividas na família biológica, quer à experiência de institucionalização. Posto isto, a adoção é vista como uma intervenção e como um fator de proteção na vida destas crianças. Além disso, em idade escolar, as crianças acedem a uma nova conceção do que é ser adotado e é importante que os pais adotivos consigam adaptar a história das crianças à sua etapa desenvolvimental. Este estudo vem dar continuidade a uma investigação cujo objetivo residiu na descrição e análise das trajetórias desenvolvimentais e comportamentais de crianças adotadas até aos 30 meses de vida, e avaliadas em dois momentos distintos: 5/6 meses após adoção e 24/30 meses após adoção. Depois de, aproximadamente, 9 anos dessa avaliação, as crianças foram agora reavaliadas e as famílias entrevistadas com vista a analisar o desenvolvimento da criança, a dinâmica do microssistema familiar e explorar o modo como a comunicação sobre o passado da criança tem decorrido, já que esta constitui uma tarefa específica central no desenvolvimento das famílias por adoção. Participaram neste estudo 4 raparigas e 5 rapazes, com idades compreendidas entre 8 e 11 anos (M=9.78, DP=0.97), sendo que foram adotados entre os 5 e os 22 meses. Participaram também 8 mães, com idades compreendidas entre os 39 e os 50 anos (M=42.56, DP=3.32) e 7 pais, com idades compreendidas entre os 40 e os 50 anos (M=43.00, DP=4.07). Os resultados vão de encontro aos estudos realizados por diversos autores, que caracterizam a adoção como um fator protetor, visto que as crianças revelam uma recuperação desenvolvimental em domínios distintos. Quanto à comunicação sobre a adoção, concluiu-se que as crianças cujas famílias que optaram por uma abordagem precoce sobre o tema, revelam um maior conhecimento acerca da sua história de pré-adoção. Este estudo tem como principal limitação de ter sido realizado com uma amostra reduzida, porém, e uma vez que se trata de um estudo longitudinal, consegue fornecer uma informação valiosa sobre estas famílias, assim como, permite uma visão holística do desenvolvimento deste grupo de crianças.
dc.language.isopor
dc.rightsrestrictedAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleEles cresceram... E agora?: estudo longitudinal com famílias em pós-adoção
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/4dcs-n775
dc.identifier.tid202310671
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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