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https://hdl.handle.net/10216/123755| Author(s): | Elisa Jerónimo Aires Leite |
| Title: | "Eu queria conseguir ir até os 60...": relações entre trabalho e envelhecimento no setor dos transportes de mercadorias perigosas |
| Issue Date: | 2019-11-12 |
| Description: | O primeiro semestre do ano de 2019 foi marcado pelo debate público sobre os motoristas de matérias perigosas, que conferiu visibilidade a algumas reivindicações no contexto de uma greve em prol da melhoria das suas condições de trabalho. Os condutores, que são os principais atuantes da categoria de transporte de mercadorias, estão sujeitos a uma conjuntura própria das condições de trabalho que favorecem e potencializam riscos profissionais, agravados pela periculosidade da matéria transportada. A exposição prolongada a riscos e constrangimentos tem impacto no processo de envelhecimento do trabalhador, podendo acelerá-lo. Com as transformações demográficas observadas, os sistemas de pensão em toda a Europa têm vindo a registrar uma tendência para o prolongamento da vida no trabalho, aumentando a idade para a reforma. Identificar quais constrangimentos e penosidades são vivenciadas nesta atividade proporciona ampliar o debate sobre as reivindicações protagonizadas pelos motoristas, a fim de situar o envelhecimento no e pelo trabalho e sua relação com a saúde, para se pensar sobre a sustentabilidade desta profissão até a idade da reforma atual. Para a melhor compreensão do real desta atividade foi elaborada uma pesquisa, tendo como participantes os motoristas de matérias perigosas, seguindo uma proposta metodológica de cariz qualitativo e quantitativo, feita por via de entrevistas e da aplicação do Inquérito Saúde e Trabalho (INSAT, 2016). Os resultados demonstram que os principais fatores de riscos e constrangimento declarados por estes trabalhadores advém do acúmulo de tarefas, excesso de carga horária pelo prolongamento da jornada de trabalho, e falta de reconhecimento do seu trabalho Ora, a exposição continuada a fatores de risco não se faz sem impacto direto a saúde. E são precisamente os efeitos na saúde que justificam a perceção por parte dos trabalhadores de que não é possível manter-se na atividade até aos 60 anos, e muito menos até à idade da reforma. Estes dados apontam para uma necessidade de se repensar as políticas públicas para os motoristas que transportam matérias perigosas, já que estas abarcam sobretudo os riscos profissionais ligados a acidentes rodoviários, não contemplando outras dimensões da sua situação de trabalho. Também se entende como necessário o debate com os parceiros sociais relativamente ao prolongamento do tempo de trabalho destes profissionais. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/mqad-vp42 |
| TID identifier: | 202302652 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/123755 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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| 364693.pdf | "Eu queria conseguir ir até os 60...": relações entre trabalho e envelhecimento no setor dos transportes de mercadorias perigosas | 943.96 kB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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