Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/121154
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dc.creatorCarolina Malta Cardozo Pezzoni
dc.date.accessioned2025-11-12T04:40:20Z-
dc.date.available2025-11-12T04:40:20Z-
dc.date.issued2019-07-02
dc.date.submitted2019-07-15
dc.identifier.othersigarra:342465
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/121154-
dc.descriptionComo parte dos pressupostos da Psicologia Narrativa, os indivíduos contam com uma capacidade inata para organizar conhecimentos e experiências pessoais na forma de histórias, dotando-os de significados próprios. Equipamo-nos desta capacidade narrativa desde o início da vida, por meio de tradições de contar e interpretar histórias, e assim seguimos adquirindo novos recursos, comunicando a nossa subjetividade e moldando a nossa atuação dentro de uma cultura (Bruner, 1990). Com interesse na aquisição dessas competências e nas formas de estar da criança em sociedade, este estudo analisa os efeitos de se construir narrativas autobiográficas na infância. Para isso, desenvolveu-se uma intervenção em forma de oficina de escrita, que permitiu trabalhar a produção autobiográfica em grupo. Esta foi dinamizada em três sessões no espaço de uma associação de apoio escolar a crianças pertencentes a contextos de vulnerabilidade social e familiar na cidade do Porto e contou com a participação de 36 crianças, distribuídas em três grupos, com idades entre 7-11, 11-14 e 13-15 anos. A perceção das crianças acerca dos efeitos da intervenção foi explorada em entrevistas individuais realizadas por integrantes da associação (independente dos investigadores). Foi pedida às crianças uma narrativa de vida no início das atividades e voltou a repetir-se o pedido três meses após a intervenção, com vista a comparar a sua produtividade nos dois momentos. Uma análise temática do discurso dos participantes revelou que a criança quer e sente-se bem em contar a sua história de vida. No entanto, esta não é considerada por ela uma tarefa fácil, gerando dificuldades em lidar com as próprias memórias e em contar diante de desconhecidos. Os seus comentários acerca da experiência oferecem diretrizes sobre como deve ser um espaço de partilha: lúdico, de confiança e encorajador da produção narrativa. A avaliação do efeito exercido pela intervenção narrativa, através da extensão da Narrativa de Vida final com a inicial, revelou que há uma tendência de aumento na produtividade entre todos os grupos, sugerindo que o suporte proposto tenha exercido um efeito de andaime, tal como seria esperado pelo desenvolvimento. Por fim, uma análise temática das Narrativas de Vida permitiu identificar que as crianças abordam uma grande diversidade de temáticas, mostrando-se capazes de narrar mesmo as experiências mais adversas de suas vidas. Este estudo reforça a importância da investigação na área e encoraja o desenvolvimento de práticas de intervenção narrativa, facilitadoras do processo de significação.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleOficina de escrita autobiográfica: os efeitos da experiência narrativa na perspetiva da criança
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/gdpq-dc18
dc.identifier.tid202263223
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado em Temas de Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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