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dc.creatorCarla Sofia Ramos Gonçalves
dc.date.accessioned2025-11-06T09:49:51Z-
dc.date.available2025-11-06T09:49:51Z-
dc.date.issued2019-07-04
dc.date.submitted2019-07-09
dc.identifier.othersigarra:341608
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/121029-
dc.descriptionA influência da imigração sobre indicadores de ajustamento tem uma grande tradição na literatura e ganha relevância social no contexto internacional e nacional, à medida que as sociedades se tornam mais diversas do ponto de vista cultural. No presente estudo, procurou-se avaliar se adolescentes não-migrantes, migrantes de primeira e segunda geração apresentam diferenças na saúde mental, na perceção de discriminação - tratamento injusto e rejeição pessoal -, nas estratégias de coping - ativo, reinterpretação positiva, desinvestimento comportamental e autoculpabilização - e na qualidade das relações familiares com o pai e com a mãe - perceção de admiração e conflito. Foram ainda exploradas, para os três grupos em estudo, quais as variáveis preditoras da saúde mental. A amostra era composta por 458 participantes jovens, com idades compreendidas entre os 14 e os 21 anos (M=16.8; DP=1.31), sendo 53.4% do género feminino. Destes/as participantes, 132 são migrantes de primeira geração, 136 são migrantes de segunda geração e 190 são não-migrantes. Não foram observadas diferenças significativas na saúde mental ou nas estratégias de coping utilizadas, em função do estatuto migratório. Observou-se, contudo, que os/as jovens migrantes de primeira geração sentiam-se menos valorizados/as (menor admiração) pela mãe e o pai e, conjuntamente com os/as de segunda geração, percecionaram mais rejeição pessoal. Aliás, a perceção de rejeição pessoal predisse negativamente a saúde mental apenas dos/as migrantes de primeira geração. O coping de autoculpabilização foi um preditor de pior saúde mental transversal a todos os grupos. O género masculino predisse maiores níveis de saúde mental nos/as adolescentes não-migrantes e migrantes de segunda geração. Os resultados da presente investigação parecem corroborar alguns resultados anteriores que demonstram que a discriminação é percebida, com mais frequência, por parte de pessoas que pertencem a um grupo minoritário. O facto de apenas se observar diferenças na variável de discriminação mais subtil, poderá indicar a resposta da sociedade a políticas e maior adesão social a normas anti-preconceito. Adicionalmente, os resultados das regressões demostraram que os mecanismos que afetam a saúde mental dos/as adolescentes variam em função do estatuto migratório. Sublinha-se, desta forma, a importância de criar e implementar intervenções de promoção da saúde mental que sejam sensíveis culturalmente e que ponderem as particularidades relacionadas com o estatuto migratório de cada indivíduo.
dc.language.isopor
dc.rightsrestrictedAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titlePreditores de saúde mental em adolescentes com diferentes estatutos migratórios: discriminação, coping e relações familiares
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/eehr-6652
dc.identifier.tid202262383
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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