Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/121012
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dc.creatorInês Sofia da Cunha Cruz
dc.date.accessioned2025-11-07T02:20:47Z-
dc.date.available2025-11-07T02:20:47Z-
dc.date.issued2019-07-02
dc.date.submitted2019-07-09
dc.identifier.othersigarra:341631
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/121012-
dc.descriptionCompreender a atividade dos inspetores do trabalho é fundamental para melhorar a situação de trabalho destes profissionais e, por conseguinte, favorecer um desempenho eficiente por parte dos mesmos, que se reflete na segurança, no bem-estar e na saúde dos trabalhadores que pertencem aos locais que são alvo da sua intervenção. Embora seja comummente aceite esta premissa, é paradoxal que pouco espaço venha sendo consagrado aos riscos profissionais dos inspetores do trabalho e ao impacto que os mesmos têm na sua saúde. Que vigilância é exercida sobre a atividade destes profissionais, que agem como guardiões da atividade dos outros? O presente estudo teve como propósito colmatar esta lacuna, tendo assumido, portanto, um caráter exploratório e adotado uma abordagem fortemente ancorada no real do trabalho. Os objetivos específicos prosseguidos foram três: 1) conhecer e compreender a perceção que os inspetores do trabalho têm sobre os riscos profissionais a que estão expostos, 2) conhecer a perceção que têm sobre o seu estado de saúde e 3) conhecer o impacto que os inspetores do trabalho atribuem aos riscos profissionais sobre a sua saúde. Do ponto de vista metodológico, foi utilizada uma abordagem mista, conciliando uma abordagem qualitativa - observações de jornadas diárias de trabalho de 34 inspetores, que permitiram a elaboração de notas de terreno, o registo de verbalizações e a elaboração de diários de bordo pelos participantes - e uma abordagem quantitativa - aplicação do Inquérito Saúde e Trabalho (Barros-Duarte, Cunha, & Lacomblez, 2016) e de algumas questões complementares junto de todos os participantes. Os resultados obtidos revelam que os inspetores do trabalho estão expostos a fatores de risco de diversos tipos. No entanto, destaca-se a exposição a fatores de risco psicossociais, nomeadamente os que se prendem com o ritmo e intensidade do trabalho e com as exigências emocionais. Constatou-se que a ansiedade/irritabilidade e o desânimo são os impactos do trabalho mais reportados pelos participantes, a par de outros, como a fadiga generalizada e problemas relacionados com o sono. Não obstante, verificou-se que o compromisso de intervenção e desenvolvimento das condições de trabalho que constituem uma ameaça à integridade física e psicológica dos trabalhadores, e a perceção do impacto da sua ação na vida dos outros, constituem dimensões de prazer e de reconhecimento para os inspetores, mesmo quando não dispõem de um espaço para debater as suas próprias condições de trabalho e os seus efeitos.
dc.language.isopor
dc.rightsrestrictedAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleAnálise da atividade dos inspetores do trabalho: dos riscos profissionais ao seu impacto na saúde
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/xw2m-xh09
dc.identifier.tid202262480
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

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