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https://hdl.handle.net/10216/120929| Author(s): | Filipa Monteiro César Ferreira |
| Title: | Diferentes modelos de maternidade e suas implicações: motivações, expectativas e realidades de mães portuguesas |
| Issue Date: | 2019-06-19 |
| Description: | A presente investigação teve por objetivo identificar o modelo de maternidade predominante na sociedade portuguesa, e as suas principais características e consequências no bem-estar das mães. Para o efeito realizámos quatro estudos subsequentes e interligados. O primeiro estudo incidiu sobre a rede social mais utilizada em Portugal, onde foram identificados todos os grupos fechados e páginas públicas portugueses criados por ou dirigidos a mães, tendo sido feita uma análise de conteúdo das suas descrições e publicações marcadas com o objetivo de aferir o modelo de maternidade neles difundido. No segundo estudo, foram selecionados duas páginas públicas e dois grupos fechados do universo de análise do estudo anterior, onde se identificaram os sentimentos associados à maternidade decorrentes da adesão àquele modelo através da análise qualitativa e quantitativa da sua ocorrência. O terceiro estudo analisou os temas de capa da revista dirigida a mães e pais mais vendida em Portugal com o objetivo de verificar em que medida é promovido o envolvimento dos pais no cuidado e educação dos/as filhos/as e qual o impacto deste envolvimento no modelo de maternidade evidenciado anteriormente. Por fim, no último estudo foram entrevistadas mães portuguesas licenciadas sobre a forma como elas articulam os seus projetos de maternidade e profissionais e qual o sentimento de autoeficácia decorrente da sua gestão do quotidiano. A articulação dos resultados destes quatro estudos permitiu a identificação da hegemonia de um modelo de maternidade intensivo em Portugal, centrado essencialmente na criança e no seu bem-estar, de extrema exigência para as mães, as quais nem sempre conseguem gerir a sua vida familiar e profissional de forma satisfatória. Apesar de este modelo reforçar desigualdades de género nos papéis familiares e nos cuidados dos/as filhos/as, nota-se o envolvimento progressivo dos pais, que tendem a integrar um modelo de parentalidade igualmente intensivo, mais do que a aliviar as exigências e consequências do modelo de maternidade promovido socialmente e implementado pelas mães. As consequências da hegemonia do modelo de maternidade intensivo são discutidas à luz das decisões das mulheres em serem mães, quando e de quantos filhos/as, e dos efeitos dessas decisões nos índices de natalidade em Portugal. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/km2a-vp47 |
| TID identifier: | 101508174 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/120929 |
| Document Type: | Tese |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Tese |
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